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Economia

Bradseg busca expansão em seguros rentáveis após cisão de saúde

Após cisão da área de saúde, CEO da Bradseg afirma que o foco é crescer em seguros rentáveis e evitar disputas excessivas de preços.

Redação•12 de out. de 2026, 09:30
Bradseg busca expansão em seguros rentáveis após cisão de saúde
Imagem: site

Bradseg busca expansão em seguros rentáveis após cisão de saúde

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A Bradseg, holding que concentra os negócios de seguros do Bradesco que não envolvem o setor de saúde, planeja aproveitar o baixo nível de cobertura de famílias e empresas no país para ampliar sua fatia no mercado. A diretriz da empresa, contudo, estabelece que a busca por crescimento não sacrificará a rentabilidade em setores marcados por disputas agressivas de preços, a exemplo do segmento de automóveis.

De acordo com o presidente da Bradseg, Ney Dias, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado, algumas seguradoras optam por focar no ganho financeiro sobre o float — os recursos de reservas mantidos aplicados — em detrimento do resultado operacional quando as taxas de juros sobem. "Nós entendemos que isso, no médio e longo prazo, não é saudável", declarou o executivo.

No segundo trimestre, a divisão Auto/RE registrou faturamento de R$ 2,6 bilhões, o que representou uma alta tímida de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A carteira de automóveis da companhia movimenta anualmente entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. O presidente explicou que a empresa busca assegurar uma rentabilidade mínima para evitar carteiras deficitárias em momentos de queda nas taxas de juros.

Ney Dias assumiu a liderança da companhia em maio, após a separação dos ativos de saúde do banco, transferidos para uma nova empresa de capital aberto chamada Bradsaúde. Sob a gestão da Bradseg permaneceram ramos como vida, previdência e capitalização, além de automóveis. Neste primeiro ano, a organização avalia sua estrutura, governança e eventuais sinergias com a Bradsaúde.

Desafios na previdência e perspectivas para o agronegócio

No setor de previdência complementar, as captações sofreram pressões devido a novas regras de incidência de IOF. Desde o começo do ano, o imposto passou a ser aplicado sobre aportes que superam R$ 600 mil anuais em planos VGBL. Como alternativa, a empresa tem buscado oportunidades de expansão no PGBL. "Nós já vínhamos alertando que as pessoas não iam fazer aportes acima daquele limite anual de R$ 600 mil. E é isso que está acontecendo", pontuou Dias.

Outro mercado que enfrenta obstáculos é o agronegócio, impactado por cortes na subvenção governamental para seguros no campo. Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), a proporção de área plantada protegida recuou de um pico de 14% em 2021 para cerca de 3% no ano passado. Apesar disso, a Bradseg mantém interesse em avançar no seguro rural, vislumbrando potencial positivo após a aprovação do Marco Legal que torna obrigatórias as despesas públicas com subsídios.

O presidente da holding destacou que muitos produtores associam o agro apenas ao seguro rural e de equipamentos, mas demonstram pouca familiaridade com outras soluções. "Percebemos que há um certo desconhecimento sobre previdência e vida, por exemplo", afirmou.

Estratégia de distribuição e canais

Para mitigar o déficit de proteção no país, a Bradseg aposta na ampliação de canais de distribuição e no fortalecimento das parcerias já existentes, inclusive com o próprio banco. A empresa tem expandido o modelo B2B2C, conectando-se a cooperativas, varejistas e outras instituições financeiras para alcançar a base de clientes dessas companhias.

"Existe um gap expressivo de cobertura de seguro no País e precisamos chegar ao consumidor na hora em que ele está mais acostumado a lidar", concluiu o executivo.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/negocios/apos-cisao-de-saude-bradseg-quer-crescer-em-seguros-rentaveis-diz-ceo/

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