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Brasil sai em defesa de Michelle Bachelet após retirada de candidatura à ONU

O Itamaraty publicou nota em apoio a Michelle Bachelet após a desistência da ex-presidente chilena de concorrer ao comando da ONU.

Redação•21 de set. de 2026, 11:24
Brasil sai em defesa de Michelle Bachelet após retirada de candidatura à ONU
Imagem: site

Brasil sai em defesa de Michelle Bachelet após retirada de candidatura à ONU

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O governo brasileiro manifestou apoio à ex-presidente chilena Michelle Bachelet após o anúncio da desistência de sua candidatura ao posto de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em nota divulgada pelo Itamaraty, a gestão nacional declarou que a ex-alta comissária da organização para os Direitos Humanos demonstra que a região possui mulheres preparadas para a função e dedicadas à Carta da ONU, além do fomento ao diálogo e entendimento entre os Estados-membros.

A administração federal ressaltou que coapresentou a postulação de Bachelet considerando suas qualificações pessoais e profissionais, além de ressaltar que a ONU nunca foi liderada por uma mulher. O comunicado reforça o engajamento brasileiro com um processo seletivo transparente e inclusivo para a chefia da entidade, voltado ao multilateralismo ancorado no direito internacional e nos pilares da Carta da ONU, englobando paz e segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.

Bachelet contava com o suporte de Brasil e México na tentativa de suceder António Guterres, contudo, sua candidatura perdeu tração durante as consultas informais. Na última rodada, obteve 1 voto a favor e 11 contra, enquanto na consulta de 21 de agosto registrou dois votos favoráveis, seis contrários e sete abstenções. Atualmente, Rebeca Grynspan, da Costa Rica, lidera com nove votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção, seguida por Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, com oito votos favoráveis.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Michelle Bachelet comunicou sua decisão: “Hoje anuncio que decidi não continuar com minha candidatura ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas”. A ex-presidente argumentou que alguns poderiam julgar o momento desfavorável para sua proposta frente a cenários contrários ao multilateralismo, ao direito internacional, às evidências das mudanças climáticas, à democracia e aos direitos humanos. Ela acrescentou que, apesar de caminhar na contramão desde o início, considerava essencial erguer a voz por tais bandeiras, sem arrependimentos por sua participação.

A ex-mandatária chilena destacou que sua campanha inseriu no debate global a premissa de que a próxima liderança da ONU deve ser exercida por uma mulher latino-americana, independente e fiel aos princípios da organização perante os Estados. Bachelet expressou agradecimentos aos presidentes Lula e Claudia Sheinbaum pelo suporte prestado.

O lançamento inicial do nome de Bachelet partiu de Brasil, México e Chile, este último sob a gestão de Gabriel Boric. Posteriormente, com o governo de José Antonio Kast, o Chile retirou o respaldo sob a justificativa de que o contexto atual tornava inviável o sucesso da empreitada. Apesar disso, Brasil e México mantiveram o apoio. Como parte das articulações sucessórias, o presidente Lula recebeu Michelle Bachelet em Brasília.

Michelle Bachelet exerceu a presidência do Chile em dois mandatos (2006-2010 e 2014-2018) e atuou na esfera internacional como dirigente da ONU Mulheres e alta comissária para os Direitos Humanos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/brasil-defende-bachelet-apos-retirada-de-candidatura-para-chefiar-onu/

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