Oportunidade de diálogo
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a reunião de cúpula do Brics pode ser um instrumento fundamental para mediar diferenças entre nações rivais no conflito do Oriente Médio e outras tensões geopolíticas. O chanceler representa o Brasil no evento, realizado em Nova Delhi, na Índia, visto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda da reta final da campanha eleitoral brasileira.
Um espaço de negociação diferenciado
Em entrevista exclusiva à CNN, Vieira destacou que a estrutura reduzida do Brics, agora composto por 10 países membros, favorece discussões diretas e informais. Segundo ele, essa característica permite que nações com posicionamentos opostos — como Irã e Emirados Árabes Unidos — encontrem um ambiente propício para o entendimento. O ministro vê a heterogeneidade do grupo não como um obstáculo, mas como uma vantagem para a negociação.
Esclarecimentos sobre o papel do bloco
O chanceler refutou categoricamente que o Brics atue como um contraponto aos Estados Unidos ou a nações desenvolvidas. "É um erro total. Não é um grupo antiamericano, é um grupo que reúne países do Sul Global que buscam cooperação, concertação política e desenvolvimento mútuo", afirmou.
Fórum Empresarial
Durante o Fórum Empresarial do Brics, realizado na última sexta-feira (11), Vieira enfatizou a importância do setor privado para a consolidação do bloco em um cenário global marcado por protecionismo e sanções. Empresas brasileiras de peso, como Embraer, Vale, Weg e Banco do Brasil, participaram das rodadas focadas na expansão de negócios entre os membros do grupo.
