O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) classificou como um atentado à democracia o cancelamento do debate da TV Globo, ocorrido na noite desta quinta-feira (1º). Para o ex-governador de Goiás, o episódio destruiu o processo eleitoral no país e representou uma afronta à democracia.
Em declaração à imprensa, Caiado criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que motivaram a emissora a cancelar o evento. O candidato afirmou acreditar que o objetivo seria estabelecer uma ditadura da toga, na qual autoridades decidiriam entre si quem ocupará a Presidência da República. Ele também apontou que a condução dos poderes constituídos pode levá-los à ruína e ao descrédito perante a sociedade, gerando consequências graves junto à população.
Questionado a respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), Caiado acusou os candidatos líderes das pesquisas de provocarem o cancelamento. Segundo ele, Lula foi o fator determinante, enquanto Flávio contribuiu ao desistir do evento após afirmar que enfrentaria o adversário, recorrendo posteriormente a artifícios e decisões.
O debate estava marcado para iniciar às 21h30 no Rio de Janeiro. Lula já havia confirmado na quarta-feira (30) que não compareceria. Flávio Bolsonaro manteve a confirmação até as 19h20 da noite do evento, mas desistiu por meio de publicação na rede social X (antigo Twitter). Paralelamente, Renan Santos teve pedidos negados pelo TSE e pelo STF para participar do encontro, mas obteve uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do STF, exigindo sua inclusão. Pouco antes, a ministra Estella Aranha, do TSE, atendeu a um pedido da coligação de Lula para proibir perguntas a um púlpito vazio com a foto do presidente.
Diante das notificações judiciais que, segundo a emissora, interferiam nas regras previamente acordadas e geravam insegurança jurídica, a TV Globo optou pelo cancelamento do debate.
