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Câmara dos Deputados rejeita projeto de novo regime de liquidação bancária

Câmara dos Deputados rejeita PLP que criava novo regime de liquidação bancária; texto obteve 272 votos favoráveis e foi arquivado.

Redação•14 de out. de 2026, 23:30
Câmara dos Deputados rejeita projeto de novo regime de liquidação bancária
Imagem: site

Câmara dos Deputados rejeita projeto de novo regime de liquidação bancária

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A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quarta-feira (14), um Projeto de Lei Complementar (PLP) que propunha a criação de um novo modelo voltado à estabilização e à liquidação bancária. A votação registrou 272 votos favoráveis, enquanto 176 parlamentares votaram contra. Para que a aprovação ocorresse, era exigida a maioria absoluta da Casa, equivalente a 276 votos.

Enviado originalmente pelo Poder Executivo em 2019, o texto havia sido adiado na Câmara em março. Na ocasião, a intenção do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), era ajustar o conteúdo frente às revelações relacionadas ao caso Banco Master. De acordo com o relator do projeto à época, Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), o Governo Federal solicitou modificações no mérito após a entrega do relatório, provocando atrasos no andamento devido à ausência de consenso com o Congresso Nacional. Com a recusa do plenário, a proposta foi arquivada e sua tramitação encerrada.

O projeto tinha como objetivo regulamentar os procedimentos de intervenção e falência de entidades ligadas ao sistema financeiro, ao sistema de pagamentos, a bolsas de valores, seguradoras, sociedades de capitalização e entidades de previdência complementar. Entre os principais pontos, o texto previa a criação de dois regimes de resolução: estabilização e liquidação compulsória.

A matéria também determinava a proibição do uso de verbas públicas antes do esgotamento de alternativas privadas para fins de resolução. O relator destacou o dispositivo referente ao socorro governamental a instituições em dificuldades financeiras, seja por empréstimo ou capitalização temporária. Tal medida só poderia ser acionada após o esgotamento de outras opções, a começar pela utilização de fundos de resolução, que consistem em reservas mantidas pelas próprias instituições financeiras para cenários de crise.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/camara-rejeita-projeto-que-cria-novo-regime-de-liquidacao-bancaria/

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