NewsHub
Política

Campanha de Flávio Bolsonaro aponta criador de Dilma Bolada como autor de boato sobre padroeira

Campanha de Flávio Bolsonaro aponta criador de Dilma Bolada como autor de boato sobre padroeira e pede prisão de servidor.

Redação•27 de set. de 2026, 10:11
Campanha de Flávio Bolsonaro aponta criador de Dilma Bolada como autor de boato sobre padroeira
Imagem: site

Campanha de Flávio Bolsonaro aponta criador de Dilma Bolada como autor de boato sobre padroeira

Ouça esta matéria em voz alta

A equipe jurídica do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma notícia-crime junto ao procurador-geral eleitoral apontando o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, conhecido pela criação do perfil “Dilma Bolada”, como o autor da postagem inicial que deu início a uma informação falsa nas redes sociais. A alegação inverídica associava o candidato à intenção de remover de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

De acordo com o monitoramento da campanha, a publicação de Jeferson foi realizada às 21h50 de quarta-feira (23) na rede social X e permanecia ativa na noite de sábado (26). A postagem trazia críticas diretas ao candidato e menções à Igreja Católica. Seis minutos após o registro inicial, o perfil @waglegal10 passou a difundir conteúdo semelhante, seguido por outras contas na mesma linha argumentativa.

A representação jurídica argumenta que o curto intervalo entre a postagem inicial e a proliferação de conteúdos — incluindo o uso de imagens manipuladas por inteligência artificial — indica uma campanha estruturada de propagação de desinformação. A narrativa ganhou volume no dia seguinte, destacando-se publicações de perfis como @vitor_dlucca e @CarlosPortoRJ, que acumularam milhões de visualizações em menos de 24 horas.

A desinformação também utilizou menções a um projeto de lei antigo, apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli e arquivado no ano seguinte, sem qualquer vínculo com Flávio Bolsonaro. Diante do episódio, a defesa do candidato acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obtendo uma decisão favorável do ministro André Mendonça para a remoção dos conteúdos falsos.

Pedido de prisão contra servidor do Planalto

Além da notícia-crime apresentada à Procuradoria-Geral Eleitoral, a campanha de Flávio Bolsonaro protocolou na sexta-feira (25) um pedido de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. A acusação aponta que o servidor compartilhou uma postagem orientando usuários a ignorarem retratações da imprensa sobre o caso e a manterem a disseminação da narrativa no interior das regiões Norte e Nordeste.

A defesa sustenta que a conduta configura crimes de divulgação de fatos sabidamente inverídicos durante o período eleitoral, além de incitação ao crime e associação criminosa.

Em nota oficial, a Secom classificou as acusações como improcedentes e qualificou o pedido de prisão como injusto e arbitrário. O órgão governamental argumentou que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, fora do expediente, por meio de perfil particular e utilizando equipamentos próprios, reforçando o repúdio a restrições à liberdade de expressão e de religião.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/campanha-de-flavio-aponta-que-dilma-bolada-comecou-boato-sobre-padroeira/

Compartilhar