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Campanha de Lula adota abordagem gradual diante de crise no STF e caso Moraes

Equipe de Lula adotou postura gradual frente à crise no STF e a suspeitas sobre Alexandre de Moraes, intensificando críticas e discursos.

Redação•20 de set. de 2026, 07:47
Campanha de Lula adota abordagem gradual diante de crise no STF e caso Moraes
Imagem: site

Campanha de Lula adota abordagem gradual diante de crise no STF e caso Moraes

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A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) implementou uma abordagem gradual para lidar com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e com a defesa de investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Inicialmente, a avaliação era de que os acontecimentos não tinham relação com a campanha, ocorrendo condenações a vazamentos seletivos e pedidos pela retirada do sigilo do caso Dark Horse.

Com a repercussão da crise no Supremo durante a primeira semana do mês e índices considerados preocupantes em pesquisas, o tom da campanha passou por modificações. Inicialmente, o PT testou um discurso antissistema por meio de um vídeo gravado pelo presidente da legenda, Edinho Silva. Como o impacto continuou, o próprio Lula gravou conteúdos para as redes sociais dois dias depois, abordando o caso Master e a gravidade dos eventos no STF, defendendo apurações "doa a quem doer" e sem blindagens, mas sem citar ministros nominalmente.

Em tom institucional em 4 de setembro, Lula declarou que a população esperava que o presidente do STF, Edson Fachin, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) liderassem um processo para assegurar a integridade e a confiança nas apurações. Posteriormente, o comitê de campanha orientou uma escalada no discurso, com peças da militância associando Daniel Vorcaro ao governo de Jair Bolsonaro e à gestão atual com bordões específicos.

Lula demorou a se distanciar de Alexandre de Moraes, que virou alvo de suspeitas após relatório indicar trocas de mensagens com Vorcaro e consulta sobre fuga antes da prisão. O presidente mencionou Moraes dias depois, durante entrevista ao SBT, criticando vazamentos seletivos e elogiando Fachin. Na ocasião, declarou: “Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição. A lei acima de tudo e a verdade seja soberana. É isso que eu quero”.

Após a sessão do dia 15, em que um pedido de vista de Flávio Dino suspendeu o andamento do processo, Lula passou a comentar sobre Moraes de forma mais enfática. Alas do PT avaliaram que o gesto de Dino, ex-ministro do governo, impôs novos desafios à campanha e que o ideal teria sido a abertura de investigações. Em participação no podcast DL Show no dia seguinte, Lula afastou-se de Moraes ao lembrar que não era presidente quando o ministro foi indicado ao STF por Michel Temer em 2017. "Eu não era presidente quando o ministro Alexandre de Moraes foi indicado para a Suprema Corte, ele [Flávio] era senador, ele deve ter votado pelo Alexandre de Moraes. Eu não era presidente quando eles indicaram o Kassio, ele deve ter votado. Eu não era presidente quando eles indicaram o André Mendonça, portanto ele era culpado, e não eu", afirmou.

Conforme calculava os impactos, o PT orientou candidatos a outros cargos a intensificarem as cobranças por investigações e a elevarem o tom contra Flávio Bolsonaro (PL), buscando afastar a imagem de Lula e destacar que o senador é investigado. Perfis petistas e do próprio presidente nas redes sociais endureceram as críticas contra o parlamentar e a gestão de Jair Bolsonaro, resgatando episódios como a pandemia de Covid-19, as queimadas e a chamada "fila do osso".

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/campanha-de-lula-adotou-estrategia-gradual-sobre-moraes-e-stf/

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