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Campanha de Lula avalia que Bolsa Família e canetas no SUS retomam pauta

A campanha de Lula avalia que reajuste do Bolsa Família e canetas emagrecedoras no SUS ajudaram a retomar pautas propositivas nas eleições.

Redação•18 de set. de 2026, 23:34
Campanha de Lula avalia que Bolsa Família e canetas no SUS retomam pauta
Imagem: site

Campanha de Lula avalia que Bolsa Família e canetas no SUS retomam pauta

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que os anúncios recentes sobre o reajuste do Bolsa Família e as promessas de distribuição de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) colaboraram para retomar as rédeas de pautas propositivas na disputa eleitoral. O entendimento no QG do presidente é de que foi possível recuperar a capacidade de gerar e disputar temas, após semanas em que o noticiário esteve concentrado na crise do Supremo Tribunal Federal (STF) e, anteriormente, em desgastes decorrentes de denúncias envolvendo Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete de Lula.

O aumento no Bolsa Família já era objeto de estudos pelo governo há meses, embora faltasse uma definição sobre o espaço fiscal. O ministro do Desenvolvimento e Combate à Fome, Wellington Dias, já havia tratado publicamente da ideia no ano passado e no início deste ano. A avaliação interna é de que o reajuste gera um efeito limitado para críticas da oposição, uma vez que adversários que adotem um tom muito duro correm o risco de afastar eleitores de baixa renda.

No PT, a leitura compara a medida atual à atuação do governo de Jair Bolsonaro em 2022, quando o então presidente tentou a reeleição e utilizou a máquina de auxílios de maneira mais agressiva três meses antes do pleito. Na ocasião, foi necessária a aprovação da PEC conhecida como "PEC Kamikaze", que declarou estado de emergência e injetou R$ 41,25 bilhões em auxílios direcionados inclusive a taxistas e caminhoneiros. Em contraste, petistas alegam que Lula promove o reajuste do Bolsa Família sem a exigência de uma PEC, o que reforçaria a responsabilidade fiscal, apesar de prever um impacto de R$ 22,7 bilhões em 2027 e sem que o orçamento atual indique a fonte de cobertura.

Fontes do governo sustentam que o reajuste foi analisado para evitar violações de regras eleitorais e repassado como reposição inflacionária para combater a defasagem do benefício. Outro fator apontado por petistas para redirecionar a rota foram os indícios de interferência dos Estados Unidos nas eleições. Conforme apuração da CNN, houve no ano passado uma proposta de negociação comercial americana que englobava a garantia de participação de dissidentes políticos no pleito, exigências de compra de aeronaves da Boeing por companhias aéreas brasileiras e direito de preferência na compra de jazidas de minerais críticos.

O Palácio do Planalto prepara novas medidas de impacto eleitoral. A gestão calcula efeitos e finaliza uma medida provisória com restrições para casas de apostas esportivas, as chamadas "bets". Paralelamente, a equipe econômica gerencia um novo programa de renegociação de dívidas, concebido como uma terceira versão do Desenrola. No Congresso Nacional, a articulação governista se prepara para uma semana de esforço concentrado com foco na tentativa de aprovar a PEC do fim da escala 6x1 no plenário do Senado, além de monitorar o projeto de lei que amplia o teto do MEI.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/lula-tenta-virar-pauta-com-bolsa-familia-e-canetas-emagrecedoras/

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