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Campanha de Lula busca desvincular chapa do grupo 'Exército de Lula' no TSE

A campanha de Lula buscou na Justiça Eleitoral a desvinculação formal do grupo de WhatsApp 'Exército de Lula' para evitar riscos de sanções.

Redação•19 de out. de 2026, 19:30
Campanha de Lula busca desvincular chapa do grupo 'Exército de Lula' no TSE
Imagem: site

Campanha de Lula busca desvincular chapa do grupo 'Exército de Lula' no TSE

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A campanha à reeleição do presidente Lula tomou medidas para afastar o registro formal da chapa do grupo de WhatsApp conhecido como "Exército de Lula". Coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 5 milhões de inscritos e recentemente esteve no centro de divergências de decisões entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após a inclusão inicial do grupo no registro de candidatura da chapa formada por Lula e pelo vice Geraldo Alckmin, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, acionou a Justiça para pedir a desvinculação formal. Na sexta-feira, dia 16, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido.

A estratégia tem como objetivo blindar o presidente de eventuais processos futuros na Corte Eleitoral. Caso o canal venha a ser responsabilizado por propagação de notícias falsas — infração que, em tese, pode levar à cassação —, as sanções recairiam sobre a coligação e sobre o próprio presidente. Em sua alegação à Justiça Eleitoral, a coligação do petista argumentou que o canal não constitui uma estrutura oficial de campanha e que o administrador passou a utilizá-lo para declarar apoio à candidatura presidencial sem interferência da campanha sobre o conteúdo veiculado.

O receio da campanha baseia-se em um precedente de 2021 do TSE, quando o tribunal cassou o mandato do deputado estadual eleito Fernando Francischini após uma transmissão ao vivo com acusações sem fundamento contra a Justiça Eleitoral durante o dia da eleição de 2018. Desde então, o caso é monitorado por campanhas para evitar riscos jurídicos.

O canal de WhatsApp protagonizou disputas de forças no TSE, tendo sido suspenso e reativado em decisões alternadas entre o ministro Nunes Marques e o corregedor-eleitoral Ricardo Villas Boas Cueva. O grupo chegou a ser retirado de circulação sob a alegação de difusão de fake news, retomou as atividades, foi novamente suspenso por Nunes Marques e, por fim, autorizado após o registro formal na Justiça Eleitoral.

Edinho Silva pontuou sobre a atuação do grupo que uma coisa é punir a propagação de notícias falsas, e outra é impedir ou coibir que a sociedade se organize através das redes sociais. As oscilações nas decisões judiciais e os debates sobre o conteúdo acessado pelos eleitores têm marcado a corrida presidencial de 2026, com Lula e o senador Flávio Bolsonaro investindo na guerrilha digital na reta final da disputa, em um cenário de busca por reduzir os índices de abstenção, que superaram 21% no primeiro turno, somando mais de 33 milhões de eleitores ausentes.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/por-que-lula-agora-quis-se-livrar-de-vinculacao-formal-com-o-exercito-de-lula/

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