A disputa pela Presidência em Minas Gerais gerou preocupação na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fazendo com que o estado seja prioridade para agendas eleitorais. Nesta quinta-feira (17), o atual presidente realiza em Montes Claros o seu terceiro comício no território mineiro durante o primeiro turno. Além da cidade, Lula já esteve duas vezes em Belo Horizonte, tornando Minas Gerais o estado mais visitado por sua equipe até o momento.
O segundo maior colégio eleitoral do país carrega o histórico de que o candidato vencedor na região costuma alcançar o Palácio do Planalto. No entanto, levantamentos recentes indicam cenário de empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisa Datafolha realizada no início de setembro registrou o petista com 37% das intenções de voto e o parlamentar com 35%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Outros levantamentos incluem dados de institutos como Futura, Gerp e PoderData/Aya.
Nos bastidores, aliados do presidente apontam um fator adicional de dificuldade para o pleito de 2026: a atuação de Romeu Zema (Novo), que governou o estado nos últimos oito anos, posicionado como presidenciável. Integrantes do Partido dos Trabalhadores identificam cenário semelhante em Goiás com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que também figura como postulante à Presidência.
Outro ponto admitido pela legenda foi a demora na definição do palanque estadual, com a escolha de Patrus Ananias para a disputa ao governo mineiro ocorrendo apenas no final de julho, após recusas de Rodrigo Pacheco (PSB) e Marília Campos (PT).
A estratégia envolve mapear municípios estratégicos para alcançar diferentes perfis do eleitorado mineiro, caracterizado pela diversidade regional e visto como uma síntese do país. Embora a intenção inicial fosse focar em capitais regionais, obstáculos logísticos impuseram limitações. A campanha, por exemplo, cancelou um evento em Teófilo Otoni, considerada a capital do Vale do Mucuri, devido à incapacidade do aeroporto local de receber aeronaves de grande porte. Em contrapartida, Montes Claros atua como polo na região Norte de Minas.
