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Campanha de Lula resgata passado de Alexandre de Moraes para dissociar imagem

Campanha de Lula resgata o histórico de Alexandre de Moraes antes do STF para afastar a imagem do ministro do presidente e reduzir associação da oposição.

Redação•16 de set. de 2026, 08:17
Campanha de Lula resgata passado de Alexandre de Moraes para dissociar imagem
Imagem: site

Campanha de Lula resgata passado de Alexandre de Moraes para dissociar imagem

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja resgatar o histórico político de Alexandre de Moraes anterior à sua chegada ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de afastar a imagem do ministro da do chefe do Executivo. Diante de uma crise envolvendo o magistrado e a Corte, o Partido dos Trabalhadores busca reduzir a associação feita pela oposição entre o governo e Moraes.

A estratégia consiste em lembrar que o ministro foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB). Além disso, a campanha pretende ressaltar que Moraes ocupou cargos em gestões de adversários do PT, tendo atuado como ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Temer, secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo de 2002 a 2005 e secretário de Segurança Pública do Estado em 2015 e 2016, ambas as gestões estaduais sob o comando de Geraldo Alckmin, à época no PSDB.

Histórico de atritos com o PT

Petistas de São Paulo mantêm críticas à atuação de Moraes na Secretaria de Segurança Pública do Estado devido a episódios de conflitos entre a Polícia Militar e manifestantes. Em 2015, a corporação atuou em protestos contra a reorganização da rede estadual de ensino e, em 2016, houve confrontos em manifestações contrárias ao aumento da tarifa de transporte público.

Outro ponto que a campanha pretende utilizar ocorreu em 2018, quando Moraes já integravam o STF. Na ocasião, o ministro participou do julgamento de um habeas corpus apresentado pela defesa de Lula que questionava a execução provisória da pena, votando pela rejeição do pedido. Lula estava preso desde abril de 2018 após ser condenado no caso do tríplex do Guarujá. Com esses episódios, a campanha quer sustentar a ausência de alinhamento político entre o presidente e o magistrado.

Caso Banco Master e repercussões

A equipe de Lula também busca separar o presidente da crise envolvendo o ministro no caso do Banco Master, defendendo que o episódio seja tratado como um tema do Supremo e não incorporado à disputa eleitoral. O governo tem defendido a investigação de todos os envolvidos. Em entrevista à emissora Record em uma terça-feira (15.set.2026), Lula declarou que ninguém deve escapar de julgamento diante de suspeitas ou acusações, defendeu a apuração sobre “todos, sem distinção” e pontuou que o Judiciário precisa recuperar a confiança da sociedade.

Adicionalmente, a campanha planeja reforçar a cronologia do Banco Master, destacando que a instituição financeira começou a operar durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e foi liquidada no atual governo de Lula. O objetivo é contestar tentativas de vincular o atual presidente ao ministro e direcionar o foco para o próprio STF.

Avaliações no entorno presidencial

No entorno de Lula, há diferentes leituras sobre os reflexos do julgamento para a disputa eleitoral:

  • Uma das avaliações aponta que a crise no STF não beneficia nem Lula nem Flávio Bolsonaro (PL), sendo vista como prejudicial ao país.
  • Outra corrente avalia que o episódio não atinge Lula eleitoralmente e projeta que os próximos capítulos da contienda envolverão o empresário Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
  • Um terceiro grupo defende a necessidade de aguardar novos desdobramentos, ponderando que o impacto da crise recai com mais força sobre as torcidas políticas e as narrativas eleitorais do que sobre a campanha em si.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/campanha-de-lula-resgata-historico-de-moraes-para-afasta-lo/

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