Falta de conhecimento entre o público de maior risco
Embora homens e pessoas com idade avançada sejam os grupos mais atingidos pelo câncer de bexiga, a doença permanece amplamente desconhecida por esse público. Um levantamento realizado pela Pfizer, em parceria com o Instituto Oncoguia, aponta que 81% das pessoas com 60 anos ou mais desconhecem ou apenas ouviram falar sobre esse tipo de tumor. O estudo alerta para a necessidade urgente de reconhecimento dos sintomas, visto que 32% dos homens nessa faixa etária não sabem identificar os sinais da enfermidade.
O câncer de bexiga ocorre quando células malignas se formam nos tecidos do órgão responsável por armazenar a urina. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se a ocorrência de 13.110 novos casos anuais entre 2026 e 2028, sendo 9.040 em homens e 4.070 em mulheres. Luciana Zapata, oncologista da Pfizer Brasil, destaca o desafio de engajar a população idosa para favorecer o diagnóstico precoce através de informações de qualidade.
Sinais de alerta e diagnóstico precoce
A pesquisa revelou uma diferença de percepção entre gerações: enquanto 70% dos participantes de 25 a 34 anos identificam sangue na urina como um sinal de alerta, o índice cai para 55% entre os maiores de 60 anos. Especialistas reforçam que o câncer de bexiga costuma apresentar sinais logo nas fases iniciais. A presença de sangue na urina, mesmo que ocorra apenas uma vez e sem dor, exige avaliação médica imediata. Outros sintomas incluem dor ou ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e sensação de esvaziamento incompleto.
Fatores de risco e prevenção
Quanto aos fatores de risco, 58% dos entrevistados acreditam que o histórico familiar é a causa principal, enquanto 57% associam a doença a infecções urinárias crônicas. No entanto, as causas mais diretas estão ligadas ao tabagismo e ao contato com substâncias químicas. Apenas 37% sabem que o fumo está associado ao tumor, e apenas 24% reconhecem o risco de produtos químicos industriais. Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, ressalta que o apoio e a informação tornam a jornada menos dolorosa.
Para se prevenir, a recomendação principal é não fumar ou interromper o hábito o quanto antes, o que pode reduzir o risco da doença pela metade em poucos anos. Também é necessário minimizar o contato com substâncias químicas presentes em corantes, na indústria da borracha, produção de alumínio, atividades de pintura e fumaça de motores a diesel. A pesquisa foi realizada entre julho e agosto com moradores de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Recife, Porto Alegre e Distrito Federal.
