Em debate presidencial promovido pelo Flow nesta segunda-feira (21), os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) centrarão críticas nas ausências de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Sem a presença dos líderes das pesquisas, os participantes questionaram a decisão dos adversários de não comparecerem ao encontro e utilizaram o episódio para se apresentarem como alternativas na corrida ao Palácio do Planalto. A ausência de ambos já havia marcado o debate da Band em agosto.
Logo na abertura, Romeu Zema criticou os oponentes ausentes e sugeriu que o horário eleitoral gratuito seja utilizado para a realização de debates. Ronaldo Caiado afirmou que os concorrentes se omitiram e que a atitude pode forçar o eleitor a escolher entre apenas dois nomes. Augusto Cury classificou os ausentes como “covardes de certa maneira”, criticou a lógica do “menos pior” e reafirmou a intenção de governar tanto para a direita quanto para a esquerda.
Economia e críticas a Lula e Flávio
Durante as discussões econômicas e sobre corrupção, Lula e Flávio Bolsonaro foram citados reiteradamente. Acusações ligadas ao caso Master, além de menções ao filho e ao ex-chefe de gabinete de Lula, integraram as falas dos candidatos presentes. Cury criticou o modelo econômico do governo petista e pontuou que o presidente “nunca plantou uma horta” sobre a agricultura, enquanto chamou o senador Flávio de dono de uma “loja de chocolate” com pendências a explicar.
Romeu Zema avaliou que a política econômica, os juros e as apostas esportivas sufocam o brasileiro, rotulando o atual mandatário como o “pai da pobreza”. Zema também defendeu instituições fortes e o encarceramento de autoridades intocáveis no contexto do caso Master. Nas considerações finais, Zema criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), citando um episódio em que um ministro da Corte ficou sujeito a investigação.
Segurança pública e propostas sociais
O combate à criminalidade figurou como um dos temas centrais do encontro, gerando divergências diretas entre Caiado e Cury. Zema defendeu o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas e a busca por apoio internacional contra o crime. Cury defendeu a unificação das forças policiais, o uso de tecnologia e o reajuste salarial para a categoria, sendo criticado por Caiado, que questionou sua experiência prática na área.
Caiado destacou sua gestão como governador de Goiás e afirmou que o comando da integração das forças de segurança deve partir do presidente da República. Para ele, a segurança é o principal mecanismo para afastar os jovens do narcotráfico. No âmbito social e de políticas para mulheres, Zema propôs a expansão de delegacias especializadas, o monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica e restrições à posse de armas. Caiado exemplificou com uma parceria goiana que levou serviços de saúde e atendimento itinerante às mulheres pelo estado.
Na economia, Cury mencionou a redução de impostos, ajustes no BNDES e incentivo ao empreendedorismo, ao passo que Caiado enfatizou a recuperação fiscal de Goiás. Na reta final, as campanhas de Caiado, Zema e Cury buscam frear a concentração de votos em Flávio Bolsonaro, diante de uma ofensiva do PL para atrair eleitores de direita.
