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Canetas emagrecedoras no SUS: CEO da Novo Nordisk fala sobre incorporação

CEO da Novo Nordisk comenta discussões sobre a incorporação de canetas emagrecedoras ao SUS e detalha propostas e novos tratamentos.

Redação•06 de out. de 2026, 15:31
Canetas emagrecedoras no SUS: CEO da Novo Nordisk fala sobre incorporação
Imagem: site

Canetas emagrecedoras no SUS: CEO da Novo Nordisk fala sobre incorporação

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A discussão sobre a inclusão de tratamentos injetáveis para obesidade, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, na rede pública de saúde brasileira está em andamento. O tema foi submetido à análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), por solicitação do Ministério da Saúde, embora ainda não haja um prazo definido para uma decisão.

A iniciativa é bem recebida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, criadora do Ozempic e do Wegovy, que utilizam a semaglutida como princípio ativo. A chegada de novas versões ao mercado brasileiro foi impulsionada pela recente queda da patente do medicamento. Durante a reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), realizada em Milão, o CEO global da Novo Nordisk, Mike Doustdar, conversou com jornalistas brasileiros e enfatizou a relevância do acesso a esses fármacos para conter o avanço da obesidade.

Segundo Doustdar, a companhia tem conduzido negociações e mantido diálogo com o Brasil com o objetivo de demonstrar que a incorporação do tratamento representa um investimento em saúde, e não apenas um custo. O executivo declarou: “Reconhecemos que, sem o acesso adequado, esses medicamentos vão simplesmente ficar parados nas prateleiras dos nossos laboratórios. E nós precisamos garantir o acesso a eles.”

Anteriormente, a Conitec emitiu um parecer desfavorável à incorporação do produto após calcular um impacto orçamentário superior a R$ 8 bilhões. Em junho, contudo, um novo pedido foi apresentado, acompanhado de uma oferta de desconto de 59% sobre o valor do medicamento destinada ao governo brasileiro. A proposta delimitou um público-alvo específico para o tratamento: indivíduos com mais de 45 anos diagnosticados com obesidade, sem histórico de diabetes e que já tenham sofrido infarto.

Emil Larsen, vice-presidente executivo de operações internacionais da empresa, afirmou que a proposta apresentada durante as tratativas foi considerada muito atraente, reforçando que a meta é firmar um acordo. O executivo fez uma analogia com a distribuição de insulina pelo SUS, utilizada historicamente no tratamento de diabetes:

“Ao longo dos anos, participamos ativamente de grandes compras públicas, como o programa Farmácia Popular, fornecendo insulina. Enxergamos um futuro em que os análogos de GLP-1 sejam tratados da mesma forma que a insulina foi ao longo do tempo. Historicamente, fomos os maiores fornecedores de insulina e adoraríamos replicar esse modelo com a semaglutida.”

Novas alternativas e tratamentos futuros contra a obesidade

A farmacêutica projeta que o Brasil seja incluído como um mercado estratégico para substâncias em fase de desenvolvimento voltadas a especificidades da doença. Para Doustdar, embora a obesidade seja tratada sob um único termo, a condição envolve múltiplas variações que exigirão abordagens médicas diversificadas:

“Costumamos resumir em um único dado: ‘No Brasil, existem milhões de pessoas sofrendo de obesidade’. Usamos uma palavra só, mas não se trata de uma única doença ou de uma condição única. Existem múltiplos tipos. O que vai acontecer é que médicos and pacientes chegarão à conclusão de que precisamos de tratamentos diferentes.”

Como parte dessa expansão, o Brasil já integra o grupo de países previstos para receber o Wegovy Pill, a versão oral da semaglutida. O pedido de registro e aprovação do medicamento foi protocolado junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro deste ano.

Atualmente, a apresentação oral já se encontra disponível em locais como Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Alemanha, com o México cotado como o próximo a iniciar a utilização. Larsen destacou as expectativas em torno da modalidade: “Acreditamos muito no potencial do formato oral para o futuro. Não sabemos exatamente quando, mas se metade dos pacientes prefere essa via e as opções orais se tornarem tão eficazes quanto as injetáveis, o mercado crescerá naturalmente.”

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/canetas-emagrecedoras-no-sus-a-visao-do-ceo-da-novo-nordisk-sobre-incorporacao/

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