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Carlos Jordy defende fim das bets e impeachment no STF em disputa ao Senado

Candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) defendeu o fim das bets, impeachment no STF e endurecimento contra o crime.

Redação•23 de set. de 2026, 14:36
Carlos Jordy defende fim das bets e impeachment no STF em disputa ao Senado
Imagem: site

Carlos Jordy defende fim das bets e impeachment no STF em disputa ao Senado

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O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, participou do programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, para debater suas propostas e a reta final da campanha eleitoral. Entre os principais temas abordados pelo parlamentar estão o fim das plataformas de apostas conhecidas como bets, a defesa de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e medidas mais severas para o combate ao crime organizado.

Proposta de proibição das bets

Durante a entrevista, Jordy defendeu o fim das bets no país, rejeitando a alternativa de apenas impor limites à publicidade dessas plataformas. Segundo o parlamentar, a regulamentação inicial das apostas visava à arrecadação de impostos pelo governo, mas acabou gerando graves problemas estruturais para as famílias brasileiras. Ele citou dados de uma pesquisa da AtlasIntel divulgada na quarta-feira, 23, indicando que 88,5% dos brasileiros acreditam que as bets provocam algum tipo de prejuízo à população.

“Não adianta, nós temos que acabar com as bets”, declarou Jordy. O candidato defendeu a criação de um marco legal voltado para impedir a atuação de plataformas clandestinas e dificultar o acesso a jogos de azar, como o Tigrinho, que ele associou diretamente ao endividamento de jovens e famílias. O deputado afirmou ainda que pretende discutir a proibição em conjunto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Relação entre os Poderes e STF

No campo institucional, Jordy colocou a harmonia entre os Poderes no centro de sua candidatura, enfatizando a defesa da liberdade de expressão e da independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário. O parlamentar criticou duramente a atuação atual da Suprema Corte e afirmou que sua atuação no Senado Federal incluirá pedidos de impeachment.

“E no Senado Federal eu vou trabalhar muito, primeiro, para fazer um impeachment do ministro Alexandre de Moraes e outros ministros que estão envolvidos nesse escândalo”, afirmou. Além disso, o candidato defendeu uma reforma no Judiciário que estabeleça mandatos fixos de oito a dez anos para os ministros do STF, bem como a redução das competências criminais da Corte, argumentando que o tribunal deveria funcionar exclusivamente como corte constitucional.

Segurança pública e combate ao crime organizado

Na pauta de segurança, Jordy apontou a necessidade de endurecer a legislação e intensificar o combate às facções criminosas. O deputado defendeu uma estratégia que combine ações policiais, uso de inteligência e medidas de asfixia financeira contra o crime organizado.

O candidato também mencionou a cooperação internacional para coibir a lavagem de dinheiro e defendeu uma atuação integrada entre as Forças Armadas e as polícias estaduais para a retomada de territórios controlados por organizações criminosas. Para Jordy, as ações estatais não devem se resumir a operações pontuais, sendo imprescindível a “ocupação permanente”, conceito que associou ao Plano Brasil Sem Medo, apresentado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Cenário das pesquisas eleitorais

Questionado sobre os números divulgados pelo Instituto Paraná Pesquisas na terça-feira, 22 — que apontam a ex-governadora Benedita da Silva (PT) liderando com 32% das intenções de voto, seguida por Marcelo Crivella (Republicanos) com 19,5%, e um empate técnico entre Pedro Paulo (PSD, 17,3%), Carlos Jordy (PL, 16,8%) e Carlos Portinho (PL, 16,2%) —, o candidato argumentou que o levantamento destoa de dados de outros institutos, como Datafolha, Quaest e Real Time Big Data.

Jordy avaliou que a disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro segue aberta devido ao percentual de eleitores que ainda não definiram seus votos, tendência que costuma se afunilar na reta final. O candidato demonstrou confiança em seu crescimento e no de Carlos Portinho, apostando que ambos conquistarão as vagas. Ele também destacou seu desempenho em pesquisas espontâneas, no volume de buscas no Google e na identificação do eleitorado com os nomes apoiados pelo PL e por Flávio Bolsonaro.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/bets-impeachment-no-stf-e-combate-ao-crime-carlos-jordy-pl-rj-fala-sobre-disputa-ao-senado/

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