Em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (5), o senador reeleito pelo Rio de Janeiro Carlos Portinho (PL) celebrou o crescimento do Partido Liberal (PL) no Senado Federal após o primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (4), e avaliou a possibilidade de Rogério Marinho (PL-RN) assumir a presidência da Casa Alta na próxima legislatura.
Com 28 cadeiras garantidas, o que equivale a 34,6% dos postos no Senado, Portinho destacou a força do partido para indicar um nome ao comando da Casa ou decidir a questão com aliados. O parlamentar ressaltou as qualidades de Marinho e também mencionou outros aliados que poderiam ser apontados para o cargo, como Tereza Cristina (PP-MS). No entanto, ponderou que o assunto não está no radar da legenda no momento, devido à disputa do segundo turno nacional, onde Marinho atua como coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Portinho afirmou que o próximo presidente do Senado precisa ser alguém sem compromissos que gerem subordinação e criticou a atuação do atual líder da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), apontando uma suposta incapacidade de resgatar a força e a independência do Senado Federal frente a interferências e relações institucionais.
Eleições no Rio de Janeiro e cenário jurídico
O senador também abordou a disputa pelo governo do Rio de Janeiro entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). Caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida pelo indeferimento definitivo da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), que obteve 3,17% dos votos, Ruas poderá assegurar a vitória ainda no primeiro turno. A ação contra Garotinho foi movida por Eduardo Paes.
Para Portinho, a atual instabilidade jurídica é prejudicial para o país. O parlamentar criticou a campanha de Paes, afirmando que os adversários não devem reclamar dos desdobramentos gerados pelas próprias ações judiciais. Após a entrevista, na tarde de segunda-feira, o candidato do Republicanos desistiu de recorrer da decisão do TSE, cabendo agora um posicionamento final da Justiça Eleitoral.
