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Centrão decide enfrentar PL de Flávio Bolsonaro pelo comando da Câmara

Dez partidos do Centrão anunciaram bloco unificado para enfrentar o PL de Flávio Bolsonaro e disputar o comando da Câmara dos Deputados.

Redação•15 de out. de 2026, 08:30
Centrão decide enfrentar PL de Flávio Bolsonaro pelo comando da Câmara
Imagem: site

Centrão decide enfrentar PL de Flávio Bolsonaro pelo comando da Câmara

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Dez partidos que formam o Centrão decidiram isolar e disputar o comando da Câmara dos Deputados contra o Partido Liberal (PL), controlado pela extrema direita e gerenciado pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto. O agrupamento anunciou a manutenção de seu bloco partidário para a próxima legislatura, mantendo sua relevância no Poder Legislativo.

O aglomerado partidário reúne 252 dos 513 deputados federais, o que representa 49% dos votos na Câmara. Essa força no plenário garantiu autonomia ao grupo tanto nos governos de Jair Bolsonaro quanto de Luiz Inácio Lula da Silva, além de assegurar o controle sobre uma fatia do orçamento federal para investimentos avaliada em 28 bilhões de reais anualmente.

O movimento de reação ocorreu após o resultado das urnas, que apontou o crescimento do PL — passando de 98 para 121 deputados na Câmara e de 15 para 28 senadores —, em detrimento de siglas do Centrão, como PSD, União Brasil, Progressistas e MDB, que perderam cerca de 10% dos votos no Congresso para a legenda dos Bolsonaro.

Segundo a publicação, Flávio Bolsonaro interpretou publicamente as perdas do Centrão como sinal de fraqueza e incitou os partidos ao alinhamento com a maioria do Congresso para alterar o comando da Câmara e do Senado. Como resposta coordenada principalmente pelo PSD, o Centrão publicou uma nota na quarta-feira (14/10) anunciando o enfrentamento e a manutenção da união para a eleição da Mesa Diretora no próximo ano, confirmando apoio à reeleição do presidente Hugo Motta.

Para o Centrão, a articulação independe de quem esteja na presidência — seja ligado a Flávio Bolsonaro ou a Lula —, visto que qualquer futuro mandatário precisará negociar com o bloco para avançar com a agenda governamental. Mudanças constitucionais, por exemplo, exigem ao menos 308 votos favoráveis na Câmara, patamar que isoladamente nem o PL (com 121 deputados) nem o PT de Lula (com 70 deputados) conseguem atingir. A mesma dinâmica ocorrerá no Senado, onde o PL terá 28 das 81 vagas, precisando de mais 26 votos para atingir o quórum mínimo de 54 para emendas constitucionais ou impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/centrao-decide-enfrentar-pl-de-flavio-bolsonaro-por-comando-da-camara/

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