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CEO do YouTube rejeita acordo da Meta e destaca segurança interna

Neal Mohan descartou adesão a acordo da Meta sobre segurança infantil e afirmou que plataforma prioriza iniciativas próprias.

Redação•26 de set. de 2026, 10:26
CEO do YouTube rejeita acordo da Meta e destaca segurança interna
Imagem: site

CEO do YouTube rejeita acordo da Meta e destaca segurança interna

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O diretor-executivo (CEO) do YouTube, Neal Mohan, afirmou que a plataforma de vídeos está concentrada em seus próprios esforços de segurança e rejeitou a ideia de integrar o acordo multiestadual da Meta voltado para a proteção infantil. Durante o evento anual Made on YouTube, realizado na quarta-feira, Mohan declarou a jornalistas que a empresa investe na segurança de jovens na plataforma há bastante tempo.

A posição do YouTube surge após a Meta fechar um acordo de US$ 18 bilhões para encerrar acusações de vários estados americanos de que teria projetado redes sociais viciantes, prejudicando a saúde mental de crianças e jovens. Como parte dos termos, a Meta tem pressionado concorrentes como YouTube e TikTok a adotarem mudanças semelhantes, incluindo limites de tempo, exclusão da contagem de curtidas para adolescentes e supervisão externa. O acordo prevê que a Meta poderá pagar apenas 70% do valor estipulado caso YouTube e TikTok concordem em arcar com cerca de US$ 6 bilhões cada e apliquem medidas equivalentes.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que os estados estão preparados para acionar o YouTube e o TikTok judicialmente, se necessário, para que adotem os termos. Contudo, Mohan defendeu que o YouTube já possui salvaguardas implementadas, como ferramentas que permitem aos pais limitarem o tempo de uso de adolescentes nos vídeos curtos da plataforma, os Shorts, além de contar com a consultoria de especialistas terceirizados em segurança infantil. O executivo também pontuou que o YouTube possui um modelo de funcionamento distinto da Meta, destacando o crescimento de espectadores que consomem conteúdo em televisores de sala de estar.

O gabinete do procurador-geral Rob Bonta não emitiu resposta imediata sobre as declarações de Mohan, enquanto o TikTok evitou se manifestar sobre os chamados para aderir ao acordo da Meta.

Em março, em um processo separado em Los Angeles, o YouTube e a Meta foram considerados culpados por supostamente viciar intencionalmente uma jovem e afetar sua saúde mental. Ambas as empresas informaram que vão recorrer da decisão. Um porta-voz do YouTube argumentou na ocasião que a plataforma funciona como um serviço de streaming construído com responsabilidade, e não como uma rede social. No início deste ano, o YouTube firmou um acordo com outro adolescente em um caso com alegações parecidas — situação que também envolveu acordos do TikTok e do Snap e a desistência de ações contra a Meta. Atualmente, as quatro companhias seguem enfrentando centenas de ações judiciais abertas por indivíduos, familiares e distritos escolares com acusações de danos a usuários jovens.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/tecnologia/ceo-do-youtube-estamos-focados-em-esforcos-internos-de-seguranca/

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