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Chefes de tecnologia pedem desaceleração da IA: entenda a visão da China

Líderes de tecnologia pedem desaceleração da inteligência artificial nos EUA, mas o governo chinês equilibra o avanço econômico com rígidos controles regulatórios.

Redação•21 de set. de 2026, 03:49
Chefes de tecnologia pedem desaceleração da IA: entenda a visão da China
Imagem: site

Chefes de tecnologia pedem desaceleração da IA: entenda a visão da China

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Enquanto líderes do setor de tecnologia nos Estados Unidos fazem alertas severos e defendem a desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial, a posição da China diante desse cenário envolve uma combinação de metas econômicas, controle social e disputas geopolíticas com Washington.

Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, é um dos defensores de frear o avanço da IA. A posição encontrou eco em outros nomes do setor, como Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, proprietário da rede social X e do assistente Grok. Contudo, analistas apontam que a intensa rivalidade entre Estados Unidos e China dificulta acordos de cooperação. Ilaria Carrozza, pesquisadora sênior do Instituto de Pesquisa para a Paz de Oslo (Prio), afirmou que a comunidade internacional ficará decepcionada se esperar um acordo vinculante do diálogo entre as duas potências.

A perspectiva e as regras da China sobre IA

O governo chinês planeja integrar a IA em setores que vão desde a saúde e a agricultura até as Forças Armadas, enxergando a tecnologia como um motor fundamental de crescimento econômico. Gigantes como Tencent, Alibaba, Baidu e ByteDance, além de empresas como 01.AI, DeepSeek, MiniMax, Moonshot AI e Z.ai, competem no mercado global com modelos avançados.

Apesar de apostar no crescimento econômico impulsionado pela tecnologia, Pequim impõe diretrizes estritas de controle:

  • Exigência de identificação para conteúdos gerados por IA nas redes sociais desde 2017.
  • Proibição de parceiros virtuais de IA para menores de idade.
  • Veto ao uso de deepfakes na disseminação de desinformação.

Em julho, durante a Organização Mundial de Cooperação em IA, o presidente chinês Xi Jinping declarou que a tecnologia "deve permanecer sempre sob controle humano". Em setembro, a Administração do Ciberespaço da China publicou diretrizes reforçando a necessidade de políticas preventivas para proteger a humanidade.

Diferenças de debate e desconfiança geopolítica

Especialistas apontam que o debate na China prioriza o controle, o uso indevido e as consequências sociais, enquanto nos Estados Unidos ganham destaque cenários hipotéticos de perda de controle e extinção. Shaoshan Liu, diretor do Instituto de Inteligência Artificial e Robótica para a Sociedade de Shenzhen, destaca que buscar o equilíbrio regulatório difere totalmente de interromper o avanço tecnológico.

No campo geopolítico, o presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA estão à frente na disputa e que "quem vencer na IA, vence". Na mesma linha, Chen Yixin, principal autoridade de inteligência da China, classificou a IA como uma nova arena de rivalidade estratégica entre potências.

Diante desse cenário, os apelos de Amodei por desaceleração geraram desconfiança na China. A imprensa estatal chinesa criticou o executivo da Anthropic, acusando-o de alinhar sua empresa aos interesses geopolíticos americanos e de buscar reprimir rivais.

Apesar das tensões e da improbabilidade de um pacto que limite a velocidade de desenvolvimento dos modelos, há expectativas de que a cúpula entre Xi Jinping e Donald Trump em Washington D.C. aborde o tema. Analistas avaliam que acordos bilaterais futuros devem focar no uso indevido por agentes não estatais ou em ataques cibernéticos, sem exigir divulgação de segredos comerciais ou mecanismos complexos de verificação.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/09/21/chefes-de-empresas-de-tecnologia-pedem-desaceleracao-da-ia-mas-o-que-a-china-pensa.ghtml

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