O governo do Chile decretou “zona de catástrofe” na comuna de Las Condes, em Santiago, em decorrência de fortes chuvas intensificadas pelo fenômeno El Niño. O anúncio foi feito pelo presidente do país, José Antonio Kast, na quinta-feira (8), após uma enxurrada de água e lama atingir veículos, residências e instalações como clínicas e hospitais na região.
Segundo o presidente, a decisão considerou levantamentos do Cogrid regional — liderado pelo ministro Alvarado com a participação dos ministros de Obras Públicas, Defesa, Saúde e Energia — para viabilizar a mobilização de recursos contra a emergência. Kast destacou ainda que o ministro de Obras Públicas, Louis de Grange, foi enviado ao local afetado.
O Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred) reportou pessoas presas em carros, no transporte público e em universidades locais, embora sem registro de feridos. A prefeita de Las Condes, Catalina San Martín, pediu que os moradores evitem sair de casa e informou nas redes sociais que equipes dos Carabineros, do Grupo de Operações Policiais Especiais (Gope) e dos bombeiros atuam nos resgates.
O delegado presidencial da Região Metropolitana, Germán Codina, apontou preliminarmente que a enxurrada pode ter ocorrido devido à obstrução de duas tubulações e relacionou o problema a um incêndio no último verão na área de pré-cordilheira, que comprometeu a vegetação de proteção do solo. O governo informou que o temporal provocou o colapso de canais de drenagem natural, gerando alerta vermelho por risco de movimentos de massa em dez comunas da Região Metropolitana de Santiago:
- San José de Maipo
- Puente Alto
- Pirque
- La Florida
- Peñalolén
- La Reina
- Las Condes
- Lo Barnechea
- Vitacura
- Colina
Autoridades, Carabineros, Bombeiros, equipes municipais e o Exército seguem mobilizados no atendimento à ocorrência e orientam a população a cumprir os protocolos de evacuação. O atual temporal provocou uma morte recente, somando-se a pelo menos 15 óbitos registrados em outra frente fria ocorrida em meados deste ano, que afetou dez das dezesseis regiões chilenas, deixando mais de 3.000 pessoas desalojadas ou desabrigadas, além de danos generalizados em infraestruturas e cursos d'água.
