O chefe da Inteligência chinesa emitiu um alerta oficial apontando que a inteligência artificial representa uma ameaça direta à segurança nacional do país. Segundo a avaliação, potências estrangeiras podem utilizar a tecnologia para tentar desestabilizar a ordem social interna.
Sem citar nominalmente os Estados Unidos, o ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, declarou que chamadas "forças hostis" fazem uso abusivo de tecnologias generativas de inteligência artificial com o objetivo de criar boatos políticos e propagar conteúdos nocivos.
"Elas estão travando guerras de opinião pública e guerras cognitivas contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", afirmou Chen Yixin.
O posicionamento da China ocorre em um momento em que o presidente chinês, Xi Jinping, tem agendado um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. A reunião deste mês deve concentrar-se na governança e na segurança da inteligência artificial, impulsionada por crescentes apelos internacionais por regulações mais severas.
O debate público sobre os rumos da tecnologia intensificou-se após pesquisadores da Anthropic divulgarem advertências de que o avanço descontrolado da IA poderia representar riscos de extinção para a humanidade. Em artigo divulgado no sábado (12), o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu que as empresas do setor reduzam o ritmo de desenvolvimento de seus modelos.
Em contrapartida, o presidente norte-americano, Donald Trump, rebateu publicamente no domingo (13) os pedidos de desaceleração. Falando a jornalistas em seu campo de golfe na Irlanda, Trump classificou os críticos como forças negativas que especulam sobre cenários improváveis e enfatizou a importância de manter a liderança dos Estados Unidos na área frente à concorrente China.
"Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo", declarou Donald Trump.
