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China pede ao Irã que contenha os rebeldes hutis após pedido da Arábia Saudita

China pediu ao Irã que contenha os rebeldes hutis no Iêmen após apelo da Arábia Saudita, em meio a tensões nas rotas de petróleo.

Redação•17 de set. de 2026, 17:21
China pede ao Irã que contenha os rebeldes hutis após pedido da Arábia Saudita
Imagem: site

China pede ao Irã que contenha os rebeldes hutis após pedido da Arábia Saudita

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A China solicitou ao Irã que utilize sua influência sobre os rebeldes hutis do Iêmen para conter a escalada militar no Mar Vermelho. A solicitação ocorreu após um apelo da Arábia Saudita a Pequim, conforme divulgado pela agência de notícias Reuters nesta quinta-feira, 17.

O movimento diplomático sucede uma série de avanços do grupo apoiado por Teerã na costa do Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, reconhecido como uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo. De acordo com três fontes iranianas ouvidas pela Reuters, Riad buscou o apoio chinês motivada pelo temor de que a ofensiva huti amplie os riscos para as exportações de petróleo sauditas e para a navegação comercial.

Pequim já havia se manifestado publicamente pelo fim das hostilidades e pela retomada da navegação segura na área. Contudo, em contatos privados com Teerã, o governo chinês fez um apelo direto para que ajude a evitar a expansão do conflito pelas rotas de energia, das quais a China depende por ser a segunda maior economia do planeta.

Em resposta ao pedido de comentários da Reuters, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que o país não deseja ver as tensões regionais se espalharem ainda mais para o Iêmen e o Mar Vermelho, ressaltando que o aumento da instabilidade não atende aos interesses de nenhuma das partes e que a soberania e a segurança de todas as nações precisam ser respeitadas. Conforme as fontes, Teerã teria respondido que a estabilidade regional depende do encerramento da guerra travada pelos Estados Unidos e pelo Irã.

A preocupação chinesa relaciona-se diretamente com a relevância das rotas marítimas do Oriente Médio para sua economia. Sendo o maior parceiro comercial do Irã e principal comprador de petróleo do país, a nação asiática adquiriu em 2025 mais de 80% das exportações iranianas de petróleo via marítima, montante equivalente a cerca de 1,4 milhão de barris por dia, segundo dados da empresa de análise Kpler.

Escalada no Iêmen

O apelo chinês acontece dias após os hutis intensificarem os ataques contra a Arábia Saudita. Na segunda-feira, 14, o grupo disparou dezenas de mísseis e drones contra a Base Aérea Rei Khalid, situada em Khamis Mushait, no sul saudita, deixando treze civis feridos, segundo informações da coalizão saudita. Como consequência, as forças aéreas da Arábia Saudita e do governo iemenita reconhecido internacionalmente intensificaram os bombardeios contra posições hutis no território iemenita.

Os confrontos integram uma nova frente de conflito no Oriente Médio, iniciada após a escalada entre Estados Unidos e Irã. Nas semanas recentes, os hutis avançaram pelo oeste do Iêmen, assegurando posições estratégicas na costa do Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, o que elevou a pressão sobre a Arábia Saudita, dependente de rotas alternativas para escoar sua produção de petróleo com o Estreito de Ormuz afetado.

Pressão sobre petróleo e navegação

A expansão dos hutis também representa uma ameaça direta a uma das principais rotas marítimas globais, conectando o Mar Vermelho ao Golfo de Áden. A região adquiriu importância estratégica adicional para Riad após os prejuízos ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Na semana anterior, a Arábia Saudita interrompeu as operações de seu oleoduto Leste-Oeste, com extensão de 1.200 quilômetros, em decorrência de ataques atribuídos pelo governo a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque.

Segundo a Reuters, uma paralisação prolongada da estrutura do oleoduto pode comprometer até 4% da oferta mundial de petróleo. Em meio às apreensões com o abastecimento global, o preço do Brent alcançou cerca de 108 dólares por barril.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/china-pede-ao-ira-que-contenha-rebeldes-hutis-apos-apelo-da-arabia-saudita/

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