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Christiane Amanpour deixará a CNN em 2027 após 43 anos de carreira

Christiane Amanpour deixará a CNN em junho de 2027, encerrando uma trajetória de 43 anos marcada por coberturas internacionais e entrevistas com líderes mundiais.

Redação•19 de out. de 2026, 19:30
Christiane Amanpour deixará a CNN em 2027 após 43 anos de carreira
Imagem: site

Christiane Amanpour deixará a CNN em 2027 após 43 anos de carreira

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A principal âncora internacional da CNN, Christiane Amanpour, anunciou nesta segunda-feira (19) que deixará a emissora em junho de 2027. Com uma trajetória de 43 anos no canal, a jornalista iniciou sua carreira na empresa em 1983 como assistente na mesa de pautas internacionais em Atlanta, nos Estados Unidos. A saída não será imediata e a presença da profissional na programação será reduzida gradualmente até o próximo ano, período em que ela continuará trabalhando como repórter e viajando pelo mundo.

Nascida em Londres, na Inglaterra, em 12 de janeiro de 1958, Amanpour é filha de pai iraniano e mãe britânica, tendo passado parte da infância em Teerã. Posteriormente, mudou-se para os Estados Unidos, onde se formou em Jornalismo pela Universidade de Rhode Island com distinção acadêmica. Na CNN, passou pela sucursal de Nova York e atuou como correspondente antes de assumir o posto de principal âncora internacional.

Coberturas históricas e entrevistas com líderes

Ao longo das décadas, a jornalista marcou sua carreira cobrindo conflitos armados, crises humanitárias e eventos globais, além de entrevistar diversas lideranças mundiais. Entre os episódios relatados por ela estão a Guerra do Golfo (1991), a Guerra da Bósnia — incluindo o cerco a Sarajevo —, o genocídio em Ruanda e a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003, conflito no qual realizou uma reportagem exclusiva no tribunal durante o julgamento de Saddam Hussein em 2004.

Sua cobertura também abrangeu desastres naturais como o tsunami no sul da Ásia em 2004, o furacão Katrina em 2005, o terremoto no Haiti em 2010 e o tsunami no Japão em 2011, além de acontecimentos na Ucrânia e no Irã. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, foi a primeira correspondente internacional a entrevistar autoridades como Tony Blair, Pervez Musharraf e Hamid Karzai. Durante a Primavera Árabe, conversou com Muammar Kadafi e Hosni Mubarak antes de suas deposições, além de ter entrevistado o ex-presidente iraniano Hassan Rouhani e a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff em 2014.

Projetos atuais e repercussão da saída

Amanpour apresenta atualmente o programa Amanpour na CNN International, voltado para entrevistas e análises globais, o programa semanal The Amanpour Hour e o Amanpour & Company, exibido pela rede pública americana PBS. O programa na PBS chegará ao fim em dezembro de 2026, enquanto a jornalista pretende dar continuidade ao podcast The Ex Files, produzido pela Global em parceria com seu ex-marido, Jamie Rubin.

Fora das telas, atua na defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos, integrando conselhos de entidades como o Comitê para a Proteção dos Jornalistas e atuando como embaixadora da boa vontade da Unesco. Ao longo de sua carreira, recebeu 16 prêmios Emmy de Notícias e Documentários, quatro prêmios Peabody, dois prêmios George Polk, três prêmios duPont-Columbia, o prêmio de Jornalismo de Columbia, entre outras honrarias, além de ter sido nomeada Comandante da Ordem do Império Britânico.

O presidente da CNN, Mark Thompson, comunicou a decisão aos funcionários por meio de um memorando, descrevendo Amanpour como uma das profissionais mais confiáveis e queridas da área. Ao anunciar sua decisão após meses de reflexão, a jornalista destacou a importância das equipes de produção e reportagem e afirmou que continuará torcendo pela manutenção da tradição de jornalismo independente da emissora.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/quem-e-christiane-amanpour-ancora-internacional-ha-mais-de-40-anos-na-cnn/

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