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Ciência no agro: o que Flávio Bolsonaro e Lula propõem para o setor

Veja as propostas dos candidatos Flávio Bolsonaro e Lula para a ciência, tecnologia e inovação no agronegócio brasileiro.

Redação•14 de out. de 2026, 05:30
Ciência no agro: o que Flávio Bolsonaro e Lula propõem para o setor
Imagem: site

Ciência no agro: o que Flávio Bolsonaro e Lula propõem para o setor

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A competitividade do agronegócio brasileiro é sustentada pela capacidade de desenvolver tecnologias adaptadas às condições do país. O avanço em regiões tropicais, o melhoramento genético e as técnicas de manejo elevaram a produtividade. Diante de desafios como mudanças climáticas e exigências internacionais, os programas de governo de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trazem propostas para o setor, com diferenças no detalhamento voltado à ciência e inovação.

Flávio Bolsonaro: inovação e bioeconomia

O programa de governo de Flávio Bolsonaro (PL) dedica um capítulo à tecnologia e à inovação, tratando a pesquisa e o desenvolvimento como pilares para a produtividade econômica. Contudo, o documento não detalha uma política específica para a pesquisa agropecuária, sem compromissos explícitos de fortalecimento da Embrapa, melhoramento genético ou edição genômica, além de não estabelecer metas, orçamento ou linhas prioritárias para a ciência no campo.

Na área ambiental, a proposta sugere o uso de tecnologia, assistência técnica, capacitação e crédito para transformar a conservação em oportunidade econômica, estimulando a bioeconomia em biotecnologia, fármacos, cosméticos e novos materiais. O texto também prevê apoiar a produção nacional de fertilizantes com minerais locais, como potássio e fosfato, para diminuir a dependência externa, mas sem especificar uma agenda de pesquisa específica.

Lula: Embrapa e agricultura de precisão

O plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inclui diretrizes direcionadas à ciência e tecnologia no agronegócio, destacando o fortalecimento da Embrapa para manter a liderança brasileira na agricultura tropical. As prioridades mencionadas envolvem investimentos em biotecnologia, edição genômica e desenvolvimento de cultivares mais resistentes a secas e pragas. O documento não fixa, no entanto, um orçamento específico para a estatal ou cronogramas detalhados.

O candidato também propõe um programa nacional de resiliência climática, que engloba a expansão de áreas irrigadas, conservação de solos, incentivo à agricultura de precisão e plantio direto, além de modernização no monitoramento meteorológico. O plano prevê ainda o fomento à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e a ampliação de incentivos à produção nacional de bioinsumos para reduzir a dependência de fertilizantes químicos importados, embora sem metas numéricas de produção ou valores de investimento.

Cobranças da ciência e do setor produtivo

A Embrapa defende a ampliação e a estabilidade de investimentos em ciência, tecnologia e inovação agropecuária. Em agenda apresentada aos candidatos em agosto de 2026, a estatal destacou seis prioridades, cobrando previsibilidade de recursos para pesquisas em biotecnologia, agricultura de precisão, sistemas digitais, melhoramento genético, cultivares adaptadas ao calor e à seca, bioinsumos e gestão de riscos climáticos.

Já a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em sua Agenda Legislativa do Agro 2026 e em documento histórico para subsidiar debates anteriores, defende a criação de um sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação com continuidade entre governos, englobando o uso eficiente de insumos, a formação profissional para o Agro 4.0, a ampliação de dados agropecuários e o fortalecimento de pesquisas em edição gênica.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/ciencia-no-agro-o-que-flavio-bolsonaro-e-lula-propoem-para-o-setor/

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