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Economia

Cobre e alumínio lideram restrições globais à exportação

Levantamento aponta que cobre e alumínio superaram as terras raras em número de restrições globais à exportação adotadas por diferentes países desde 2020.

Redação•12 de out. de 2026, 12:30
Cobre e alumínio lideram restrições globais à exportação
Imagem: site

Cobre e alumínio lideram restrições globais à exportação

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O cobre e o alumínio tornaram-se os metais mais afetados por novas restrições de exportação em todo o planeta, ultrapassando inclusive as terras raras, minerais frequentemente associados ao centro da disputa geopolítica travada entre os Estados Unidos e a China. Um levantamento conduzido pela Global Trade Alert apontou 55 medidas restritivas voltadas ao cobre e 49 direcionadas ao alumínio desde o ano de 2020. Em contraste, as terras raras registraram 18 restrições no mesmo intervalo.

No total, o estudo contabilizou 117 novas barreiras comerciais implementadas por 35 jurisdições distintas no período compreendido entre fevereiro de 2020 e setembro de 2026. Apenas no decorrer deste ano, foram contabilizadas 14 novas medidas de controle.

A relação de minerais críticos afetados abrange 27 grupos, nos quais chumbo e níquel aparecem empatados com 31 restrições cada, seguidos por prata (29), cromo (27), lítio (26) e cobalto (24). As terras raras ocupam a 19ª posição do ranking. Os dados do levantamento englobam proibições comerciais, cotas e exigências de licenciamento que limitam as exportações, excluindo da contagem as sanções internacionais. O estudo observa ainda que uma mesma diretriz governamental pode abranger múltiplos produtos simultaneamente.

Panorama geopolítico além da China

Embora a China exerça protagonismo nas discussões sobre minerais críticos, o país responde por aproximadamente 20% das restrições identificadas desde 2020. Contudo, quando o recorte foca exclusivamente as terras raras, a participação chinesa eleva-se para 50%. No segmento dos metais básicos, a concentração das restrições comerciais é dividida entre China, Rússia e Indonésia, que respondem juntas por cerca de 40% das medidas.

O mapeamento demonstra que o foco das restrições não se restringe aos minérios em estado bruto. Cerca de 85% das barreiras comerciais alcançam materiais processados que passaram por etapas de transformação industrial. No caso específico dos metais básicos, cerca de um quarto das ações governamentais também atinge resíduos metálicos e sucatas empregados como matéria-prima na reciclagem e na indústria de transformação.

A adoção dessas diretrizes reflete o esforço de diversos governos para assegurar o abastecimento de suas indústrias locais, incentivar o processamento mineral em solo nacional e intensificar o controle sobre cadeias logísticas consideradas estratégicas:

  • Indonésia: Mantém uma proibição à exportação de minério bruto de níquel desde 2020 com o objetivo de estimular o refino interno, política que alçou o país à posição de principal fornecedor global de produtos processados de níquel.
  • China: Passou a exigir licenças em abril de 2025 para a exportação de sete grupos de terras raras médias e pesadas, além de derivados aplicados na fabricação de ímãs permanentes, justificando a decisão por motivos de segurança nacional.
  • República Democrática do Congo: Suspendeu as exportações de cobalto em fevereiro de 2025, substituindo a proibição por um sistema de cotas em momento posterior.
  • Emirados Árabes Unidos: Instituíram restrições temporárias às exportações de sucatas de alumínio, cobre e ferro ao longo de 2026.

Pressão sobre o comércio internacional e cenário no Brasil

As pressões no comércio internacional de matérias-primas também foram destacadas em relatório divulgado em abril pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O documento aponta que as restrições às exportações de minerais críticos cresceram cinco vezes entre 2009 e 2024, afetando expressiva parcela do mercado global de insumos como cobalto, manganês, grafite e terras raras. A OCDE adverte que o avanço dessas barreiras eleva a volatilidade dos preços, restringe o abastecimento industrial e aprofunda a concentração das cadeias de suprimento.

No Brasil, a sanção da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, ocorrida em setembro, abre margem para a implementação de mecanismos de controle sobre as exportações de recursos minerais. A nova legislação possibilita a fixação de exigências técnicas e de compromissos voltados à agregação de valor em território nacional antes do envio ao exterior, embora a efetiva aplicação desses instrumentos ainda careça de regulamentação complementar.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/cobre-e-aluminio-superam-terras-raras-em-restricoes-globais-a-exportacao/

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