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Economia

Como funcionam as reservas estratégicas de petróleo contra crises

Quase um sexto das reservas estratégicas de petróleo da AIE foi liberado desde março para conter crise e alta de preços.

Redação•05 de out. de 2026, 04:30
Como funcionam as reservas estratégicas de petróleo contra crises
Imagem: site

Como funcionam as reservas estratégicas de petróleo contra crises

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Quase um sexto das reservas estratégicas de petróleo dos países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) foi liberado desde março. A medida ocorreu após o G7 decidir recorrer a esses estoques para tentar amenizar os impactos de uma crise no abastecimento de energia.

A decisão veio na esteira de pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre países europeus pela liberação de mais diesel e ameaças de proibir exportações de combustíveis americanos. Em um comunicado divulgado na última sexta-feira (2), o G7 anunciou uma nova liberação coordenada de petróleo e diesel, solicitando à AIE a aplicação imediata dos compromissos firmados em março de 2026.

Por que os países armazenam petróleo?

O consumo global é de cerca de 100 milhões de barris diários, utilizados para abastecer veículos, fabricar combustíveis de aviação e produzir itens petroquímicos, a exemplo de plásticos. Países dependentes de importação mantêm estoques de emergência para mitigar impactos econômicos negativos em cenários de interrupção ou redução do fornecimento. Em momentos de crise, esses volumes também são injetados no mercado para elevar a oferta e aliviar a pressão sobre os preços.

O papel e as regras da AIE

Fundada em 1974 após a primeira crise do petróleo, a AIE coordena ações de segurança de abastecimento e conta com 32 países-membros, entre eles Alemanha, França, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Itália, Japão, México, Turquia e Estados Unidos. Cada nação integrante tem a obrigação de manter estoques equivalentes a pelo menos 90 dias de importações líquidas, armazenados em reservas de emergência, estoques comerciais mobilizáveis ou em outros países por meio de acordos.

Em 11 de março, a agência coordenou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas para minimizar os efeitos da guerra no Oriente Médio. Foi a maior e a sexta liberação coordenada na história da instituição. Até 2 de outubro, 325 milhões desses barris haviam sido distribuídos, montante que representa cerca de 18% dos mais de 1,2 bilhão de barris presentes nas reservas de emergência em março, além de cerca de 600 milhões de barris armazenados pela indústria.

Formato do armazenamento e liberação

As normas da AIE não exigem que o armazenamento ocorra exclusivamente na forma de petróleo bruto. Nações também podem estocar derivados refinados, como diesel e óleo combustível. Países com fortes parques de refino tendem a priorizar o petróleo bruto por causa da flexibilidade, embora a AIE recomende manter parte dos estoques em produtos refinados. Para membros da AIE e da União Europeia, um terço das reservas deve obrigatoriamente consistir em produtos refinados específicos.

A liberação ocorre de maneira coordenada quando a AIE identifica que o abastecimento exige uma ação conjunta. Cada membro contribui proporcionalmente ao seu peso no consumo total de petróleo, decidindo autonomamente o volume, os produtos e o ritmo. Na sexta-feira (2), o G7 apontou que haverá uma significativa liberação de diesel nos primeiros 20 dias, sem descartar novas medidas se necessário.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/05/como-funcionam-as-reservas-de-petroleo-usadas-para-enfrentar-crises-de-abastecimento.ghtml

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