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Como Mark Zuckerberg se aproximou de Donald Trump e ganhou influência na política de IA

Mark Zuckerberg reverteu relação com Donald Trump, garantiu influência em Washington e liderou acordo de IA na Casa Branca.

Redação•11 de out. de 2026, 04:30
Como Mark Zuckerberg se aproximou de Donald Trump e ganhou influência na política de IA
Imagem: site

Como Mark Zuckerberg se aproximou de Donald Trump e ganhou influência na política de IA

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A relação entre o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o presidente Donald Trump passou por uma reviravolta significativa, culminando em maior influência de Zuckerberg em Washington e em um acordo sobre inteligência artificial assinado na Casa Branca no mês passado. O pacto, elaborado por Zuckerberg com contribuições do CEO da Nvidia, Jensen Huang, estabelece diretrizes de autorregulamentação para gerenciar riscos de segurança da IA.

Anos antes, após o ataque ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021, Zuckerberg baniu temporariamente Trump do Facebook e do Instagram. Em resposta, Trump ameaçou o executivo com prisões e penalidades na corrida eleitoral de 2024. No entanto, após Trump sobreviver a uma tentativa de assassinato em Butler, na Pensilvânia, Zuckerberg elogiou a reação do ex-presidente, e a relação entre ambos começou a mudar.

Para reparar os laços com o Partido Republicano e se alinhar aos conservadores, a Meta adotou diversas medidas estratégicas:

  • Doação de US$ 1 milhão para a posse de Trump.
  • Financiamento inicial para o projeto do salão de baile da Casa Branca.
  • Acordo de cerca de US$ 25 milhões para encerrar um processo movido por Trump sobre sua suspensão das plataformas, com fundos destinados à futura biblioteca presidencial.
  • Nomeação de Joel Kaplan como principal enviado a Washington e contratação de Dina Powell McCormick, ex-funcionária do governo Trump e esposa do senador republicano Dave McCormick, como presidente da Meta.
  • Revogação de políticas de moderação de conteúdo que eram criticadas por conservadores.

Essas articulações trouxeram resultados práticos para a Meta. A Casa Branca interveio anteriormente para alterar planos do Comitê Judiciário do Senado, substituindo uma convocação de Zuckerberg pelo depoimento do chefe do Instagram, Adam Mosseri. Além disso, Zuckerberg aconselhou pessoalmente Trump contra a criação de um órgão regulador independente de IA defendido por Demis Hassabis, do Google.

Apesar da aproximação com a gestão republicana, a estratégia gera ceticismo. Alguns assessores de Trump e legisladores democratas — como a senadora Elizabeth Warren, que liderou uma investigação sobre o financiamento da Meta a projetos republicanos — apontam a relação como oportunismo político. Críticos alertam que a aproximação com o governo atual pode representar riscos para a empresa caso os democratas retomem o controle do Congresso ou da Casa Branca no futuro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/inteligencia-artificial/como-zuckerberg-encantou-trump-e-conseguiu-o-que-queria-em-relacao-a-ia/

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