NewsHub
Política

Como o antipetismo impulsionou a campanha de Flávio Bolsonaro

Senador Flávio Bolsonaro chega ao fim da campanha presidencial com chances reais de vitória, impulsionado pela rejeição ao PT.

Redação•25 de out. de 2026, 11:30
Como o antipetismo impulsionou a campanha de Flávio Bolsonaro
Imagem: site

Como o antipetismo impulsionou a campanha de Flávio Bolsonaro

Ouça esta matéria em voz alta

O senador Flávio Bolsonaro chegou ao dia final da campanha presidencial com chances reais de vitória, após encerrar o primeiro turno com uma vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o presidente Lula. Inicialmente tratado com ceticismo ao anunciar sua candidatura, o filho mais velho de Jair Bolsonaro beneficiou-se de fatores como a reprovação ao terceiro mandato de Lula ter superado a aprovação.

Explorando a insatisfação popular e a demanda por mudança, Flávio focou em problemas centrais apontados pelos eleitores, como criminalidade e alto custo de vida, deixando de lado a pauta de costumes que marcou a derrota de seu pai em 2022. Embora não tenha apresentado propostas consistentes, utilizou imagens de forte apelo, como o roubo de celulares e o carrinho de supermercado vazio, para criticar o adversário.

Entre os principais motores de sua arrancada eleitoral esteve o antipetismo, que atuou como um escudo de proteção para o candidato. A rejeição ao PT serviu de pretexto para atenuar contradições e inconsistências de sua plataforma — como falar em ajuste fiscal ao mesmo tempo em que promete manter investimentos e programas sociais — e levou setores da sociedade a ignorar passagens controversas e suspeitas de corrupção em sua biografia.

O texto relembra que o senador foi acusado pelo Ministério Público de praticar "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, mas o caso foi interrompido por uma decisão judicial. Além disso, Flávio é alvo de investigações: o Supremo Tribunal Federal apura um pedido de 134 milhões de reais feito a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, para uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (recursos cujas contas o senador prometeu prestar, mas nunca o fez), e a Polícia Federal enviou ao STF um pedido de inquérito por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.

Durante debate na TV Bandeirantes, Lula desafiou o oposicionista a abrirem seus sigilos bancários e telefônicos. O desafio gerou postagens nas redes sociais, mas não causou prejuízos à campanha de Flávio. Para uma parcela considerável do eleitorado, a prioridade de tirar o PT do poder prevalece sobre a fragilidade das propostas ou a gravidade das acusações.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/antipetismo-serviu-de-escudo-de-protecao-para-flavio-bolsonaro/

Compartilhar