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Como o estresse muda com as estações do ano e o que fazer

O estresse e a resiliência variam conforme as estações do ano, influenciados por ritmos biológicos e ciclos ambientais. Entenda como o inverno, a primavera e o verão afetam seu corpo e produtividade, e descubra estratégias para desenvolver resiliência sazonal. Saiba mais.

Redação•02 de set. de 2026, 00:42
Como o estresse muda com as estações do ano e o que fazer
Imagem: site

Como o estresse muda com as estações do ano e o que fazer

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O impacto das estações no seu bem-estar e produtividade

Você se sente a mesma pessoa em fevereiro que em junho? Para a maioria das pessoas, a resposta é um sonoro não. Durante o inverno, a energia tende a diminuir, o sistema imunológico fica mais frágil e a sociabilidade pode reduzir. Pesquisas indicam que as pessoas são menos propensas a manter rotinas de exercícios nessa estação. Em contraste, os dias mais longos da primavera trazem revigoramento, enquanto o verão é considerado o período mais ativo e social do ano.

Ritmos biológicos e ciclos que influenciam o estresse

Como cientista comportamental com uma década de experiência, estudo como o cérebro, o corpo e o comportamento se influenciam mutuamente. A resiliência ao estresse é afetada por diversos processos cíclicos, desde mecanismos celulares até o ciclo universal das estações. Esses ritmos interagem constantemente, criando um equilíbrio dinâmico entre capacidades mentais, físicas e as demandas impostas.

Em nível individual, o corpo está sujeito aos seus relógios internos, como o ritmo sono-vigília (circadiano) e o cronotipo — a preferência natural por ser matutino ou noturno. Ritmos mais lentos, como o ciclo reprodutivo feminino, também impactam energia, preparo físico e humor.

Desafios para equipes globais e soluções práticas

Com o aumento do trabalho híbrido e remoto, as empresas enfrentam o desafio de colaborar em diferentes fusos horários e ciclos sazonais. Por exemplo, enquanto membros de uma equipe em Paris podem se sentir letárgicos pelo calor, colegas em Santiago enfrentam o inverno, e outros em Calgary aproveitam o verão. Essas variações têm implicações para o bem-estar e desempenho, ainda pouco reconhecidas pela liderança.

Uma pesquisa de 2024 com quase 28 mil funcionários em 16 países revelou que, quando líderes promovem uma cultura de segurança psicológica, os funcionários são mais felizes e menos propensos a pedir demissão. Equipes podem adotar medidas como ferramentas de monitoramento de estresse, dispositivos vestíveis ou aplicativos de rastreamento de humor, além de proteger tempo para desenvolvimento pessoal.

Três passos para desenvolver resiliência sazonal

Baseado em evidências científicas, três medidas podem ajudar a desenvolver e manter a resiliência:

  1. Reconheça: Entenda que flutuações nos ritmos são normais e ressignifique picos de estresse como fatores que aprimoram foco e produtividade, e períodos de baixa capacidade como essenciais para descanso.
  2. Integre: Ajuste-se ao seu ritmo, não contra ele. Antecipe horários de sono no inverno, priorize exercícios realistas ou reserve horários alinhados ao seu cronotipo para tarefas complexas.
  3. Adapte-se: Nem sempre ajustes são possíveis. Construa uma reserva de segurança com hábitos saudáveis, como sono adequado, alimentação variada e exercícios regulares. Técnicas como mindfulness ou exercícios de respiração quadrada também são úteis.

Portanto, você não é a mesma pessoa em fevereiro e junho — e isso não é um defeito, mas um ritmo com o qual se pode trabalhar. Ao acolher seus altos e baixos, você também compreende melhor os das pessoas ao seu redor.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/forma-como-voce-lida-com-o-estresse-muda-com-as-estacoes-do-ano/

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