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Como políticos muçulmanos dos EUA viraram alvo de republicanos nas eleições

Candidatos muçulmanos enfrentam escalada de retórica agressiva por parte de políticos republicanos nas eleições dos EUA, em um contexto de polarização e debates sobre segurança e valores.

Redação•12 de set. de 2026, 15:18
Como políticos muçulmanos dos EUA viraram alvo de republicanos nas eleições
Imagem: site

Como políticos muçulmanos dos EUA viraram alvo de republicanos nas eleições

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Crescimento da retórica anti-islâmica

O vice-presidente dos Estados Unidos, o republicano JD Vance, classificou o democrata Abdul El-Sayed, candidato ao Senado por Michigan, como “muito, muito maléfico” durante um comício em setembro. Vance associou o candidato ao terrorismo após comentários feitos por El-Sayed sobre um ataque a uma sinagoga em Detroit. No Texas, o governador Greg Abbott mirou um projeto imobiliário liderado por muçulmanos, sugerindo, sem provas, a criação de “tribunais da sharia”, alegação refutada pelos incorporadores.

A estratégia republicana nas eleições

No Alabama, o senador Tommy Tuberville, que concorre ao governo estadual, utilizou o termo “inimigo dentro dos portões” ao referir-se ao islamismo radical. Especialistas, como o professor Aaron Hughes da Universidade de Rochester, apontam que essa retórica faz parte de uma estratégia de “alarmismo” para evitar discussões sobre temas complexos como custo de vida, imigração e a política externa dos EUA no Oriente Médio, especialmente em meio ao conflito envolvendo Israel e Irã.

Cenário político e minorias

Atualmente, os muçulmanos somam cerca de 1,6% da população americana (5,5 milhões de pessoas). Apesar do crescimento da representatividade, com figuras como Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, e Ghazala Hashmi, vice-governadora da Virgínia, o clima eleitoral tem sido hostil. Membros do Partido Republicano, como os deputados Keith Self, Chip Roy e Randy Fine, intensificaram legislações e discursos contra a suposta aplicação da sharia no país.

Defesa e críticas

El-Sayed, que pediu desculpas por declarações anteriores mal interpretadas, rebateu os ataques de Vance afirmando que o verdadeiro “mal” reside em políticas que retiram o acesso à saúde ou promovem guerras comerciais. Enquanto republicanos sustentam que levantam preocupações legítimas de segurança, vozes como a de Ashik Siddique, copresidente dos Socialistas Democráticos da América, lembram que a islamofobia também encontrou eco em setores da liderança democrata no passado, como na retórica de Andrew Cuomo durante a eleição em Nova York.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/republicanos-eua-muculmanos-politicos/

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