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Comprimidos com princípio ativo de canetas emagrecedoras revolucionam tratamento

Novos comprimidos com o princípio ativo de canetas emagrecedoras ganham destaque internacional e prometem revolucionar o tratamento da obesidade.

Redação•09 de out. de 2026, 01:30
Comprimidos com princípio ativo de canetas emagrecedoras revolucionam tratamento
Imagem: site

Comprimidos com princípio ativo de canetas emagrecedoras revolucionam tratamento

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A indústria farmacêutica e pesquisadores avançam no desenvolvimento de comprimidos para o tratamento da obesidade, condição que deve atingir metade da população adulta mundial até 2030. Os novos medicamentos de uso oral utilizam as mesmas substâncias já consolidadas nas canetas emagrecedoras, imitando hormônios que controlam o apetite e reduzem o peso.

Dados de eficácia e segurança dessas versões orais dos análogos de GLP-1 foram apresentados durante a reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (Easd), realizada em Milão, na Itália, com a participação de mais de 16 mil profissionais de saúde. O evento destacou dois principais expoentes da categoria: o Wegovy em comprimido, à base de semaglutida e desenvolvido pela Novo Nordisk, e a orforgliprona, criada pela Eli Lilly.

Uma das pesquisas em destaque avaliou a migração de pacientes em tratamento com injeções de semaglutida (Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro) para a versão oral de semaglutida de 25 mg, comercializada no exterior por 299 dólares mensais. Em três meses, os voluntários registraram uma redução de 4 quilos, enquanto o percentual de diagnosticados com obesidade recuou de 87,1% para 65,5%. O principal objetivo dessas medicações orais é prevenir o reganho de peso após a interrupção das canetas injetáveis, assegurando os resultados obtidos.

O endocrinologista Fernando Valente, da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que o formato em comprimido pode melhorar a rotina diária e ser fundamental para a manutenção do tratamento. O formato também atende a pacientes que resistem a injeções ou enfrentam dificuldades de transporte e armazenamento. Nos Estados Unidos, mais de 5 milhões de prescrições da semaglutida em pílula foram emitidas desde janeiro, quando as vendas foram iniciadas.

Para desenvolver pílulas potentes após décadas de tentativas frustradas com medicamentos anteriores — como sibutramina e rimonabanto —, as farmacêuticas superaram o desafio de criar tecnologias capazes de resistir ao ambiente ácido do estômago e garantir a absorção adequada. O Wegovy pill e a orforgliprona já passaram pela submissão para avaliação da Anvisa, com previsão de lançamento no Brasil para o início de 2027.

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/uma-nova-revolucao-os-comprimidos-com-principio-ativo-das-canetas-emagrecedoras/

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