Políticos bolsonaristas iniciaram uma nova ofensiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, após revelações sobre o envolvimento entre Daniel Vorcaro e integrantes do governo petista. Em depoimento exclusivo obtido pela revista VEJA, o proprietário do Banco Master afirmou ter realizado encontros e negociações com figuras ligadas ao PT, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, visando a entrada do banco nos fundos de pensão de estatais federais, a exemplo da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), utilizou as redes sociais para criticar o governo e ironizar as denúncias, afirmando que o partido do presidente estaria envolvido com corrupção. A publicação também fez referência ao vice-presidente e à votação agendada para o dia 25.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou as revelações para comentar as acusações contra seu irmão, Flávio Bolsonaro, que é investigado pela Polícia Federal sob a alegação de captar recursos com Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse. Segundo o ex-parlamentar, as instituições teriam sido sequestradas por uma quadrilha.
O deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também figura entre os investigados no Caso Dark Horse, republicou o áudio divulgado por VEJA, no qual o banqueiro alega ter negociado recursos para um documentário sobre Lula com aliados da gestão federal.
Por sua vez, o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), direcionou críticas ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, cujas condenações no âmbito da Operação Lava Jato haviam sido anuladas anteriormente. O parlamentar argumentou que a soltura de condenados por corrupção prejudica o erário.
O perfil oficial do Partido Liberal (PL) também repercutiu o caso, classificando o episódio como mais um escândalo envolvendo Lula e o PT, e aproveitou para manifestar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A ofensiva nas redes sociais nesta sexta-feira contou ainda com manifestações dos parlamentares Caroline de Toni (PL-SC), Ubiratan Sanderson (PL-RS) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).
