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Congresso deveria ter esperado fim da eleição para votar o fim da escala 6x1? Debatedores divergem

Programa O Grande Debate discutiu se o Congresso Nacional deveria ter aguardado o encerramento das eleições para votar a PEC que extingue a escala 6x1.

Redação•15 de out. de 2026, 08:30
Congresso deveria ter esperado fim da eleição para votar o fim da escala 6x1? Debatedores divergem
Imagem: site

Congresso deveria ter esperado fim da eleição para votar o fim da escala 6x1? Debatedores divergem

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O programa O Grande Debate, exibido na última quarta-feira (14), pautou a discussão sobre a conveniência de o Congresso Nacional ter votado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 e diminui a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem cortes salariais, antes do encerramento do processo eleitoral. O texto passou pelo Senado Federal em dois turnos e caminha para a promulgação.

A advogada Soraia Mendes avalizou a votação e definiu o episódio como um marco histórico. Em sua avaliação, o avanço consolida a expansão de prerrogativas para a classe trabalhadora. A especialista apontou que a defesa da jornada de 40 horas semanais é historicamente defendida por nomes associados ao movimento sindical, citando o senador Paulo Paim — que optou por não concorrer à reeleição — e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontados por ela como idealizadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Apesar de ponderações de parlamentares sobre a ausência de votos do governo na sessão, Soraia argumentou que a trajetória política do país conecta essas lideranças diretamente à pauta. Para ela, o calendário da votação foi adequado.

Em direção oposta, o comentarista Magno Karl sustentou que a deliberação deveria ter ficada para depois das eleições presidenciais de 2026. De acordo com o analista, o ambiente político eleitoral prejudica o nível técnico das deliberações. Ele afirmou que o clima eleitoral induz parlamentares a mensurarem votos nas urnas em detrimento de análises aprofundadas sobre outras alternativas.

Karl também mencionou que a matéria poderia ter recebido melhorias com um debate mais longo. O comentarista resgatou que, há dois anos, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, apontava as dificuldades do assunto ao indicar que diferentes setores econômicos exigem avaliações particulares. Conforme Karl, mais da metade da mão de obra brasileira encontra-se na informalidade atualmente, cenário distinto de quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas sem impactos severos ao emprego.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/o-grande-debate-congresso-deveria-esperar-o-fim-da-eleicao-para-votar-6x1/

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