Ronaldo Fonseca (PSD), de 67 anos, disputa uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições de outubro. O candidato concorre em uma chapa puro-sangue, tendo a Professora Eunice Santos e o Dr. Antonio como suplentes.
Natural de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, Fonseca é formado em Direito pelo Centro Universitário Euro-Americano, além de atuar como escritor e pastor da Assembleia de Deus. Na vida pública, sua primeira disputa a um cargo eletivo ocorreu em 2010, quando foi eleito deputado federal pelo então PR (atual PL) com mais de 67 mil votos. Em 2014, reelegeu-se para a Câmara dos Deputados pelo PROS, alcançando mais de 84 mil votos.
Em 2018, licenciou-se da Câmara para assumir o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo de Michel Temer. Voltou a concorrer nas urnas em 2022, filiado ao Progressistas (PP), mas não obteve êxito.
Atuação legislativa e projetos
Durante sua passagem pelo Congresso Nacional, integrou a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Entre suas iniciativas na Câmara, apresentou em 2012 um projeto de lei que obriga o poder público a providenciar atendimento na rede privada caso unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) não consigam realizar procedimentos médicos no prazo de 30 dias. Caso seja eleito para o Senado, Fonseca promete dar continuidade a essa proposta.
Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, o postulante informou mais de R$ 1,2 milhão em patrimônio, montante que inclui três apartamentos, dois veículos, lotes, terrenos, participações societárias e outros investimentos.
Propostas de campanha
Esta é a primeira vez que Fonseca disputa uma vaga no Senado. Seu plano de governo traz 15 compromissos centrais divididos em três eixos: “família”, “trabalho” e “cida”.
- Família e Serviços Públicos: O candidato propõe a criação de um Fundo Constitucional do Distrito Federal para custear as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros, e apoiar as áreas de saúde e educação.
- Economia: Na área econômica, defende o financiamento de empresas geradoras de empregos no Distrito Federal, a ampliação do acesso ao microcrédito e a desburocratização para Microempreendedores Individuais (MEIs).
- Reforma no STF: O plano sugere mudanças no Supremo Tribunal Federal, incluindo mandatos de oito anos para os ministros e um novo modelo de escolha. A proposta prevê que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) elabore uma lista sêxtupla, que seria reduzida pela metade pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) antes de ser submetida ao presidente da República.
