Brunno Andrade Dias, conhecido nas urnas como Bruno Pedreiro do PCO, é o candidato do Partido da Causa Operária à disputa pelo Palácio Cruz e Sousa, concorrendo ao governo de Santa Catarina em chapa pura ao lado do vice Jair Fernandes.
Nascido na capital paulista em julho de 1986, o trabalhador da construção civil concorre ao seu segundo pleito eleitoral. Sua aproximação com a legenda ocorreu por meio da militância nas redes sociais. Filiado ao partido desde 2023, ele disputou a prefeitura de Florianópolis em 2024, registrado como Brunno Dias, sendo eliminado no primeiro turno após obter 95 votos. De acordo com a prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato não registrou bens, doações ou despesas de campanha.
O plano de governo apresentado pelo candidato prevê transformações estruturais no Estado com foco na reorganização dos trabalhadores, no comunismo e na instituição de um governo operário. Entre as principais propostas da chapa estão:
- Elevação do salário-mínimo para R$ 7.500;
- Extinção do Supremo Tribunal Federal (STF);
- Dissolução das corporações policiais para a criação de comitês de autodefesa;
- Flexibilização do acesso a armas para indígenas e trabalhadores do campo;
- Expropriação de latifúndios e assentamento de trabalhadores sem-terras;
- Redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais;
- Estatização de empresas estratégicas, do sistema financeiro e de grandes meios de comunicação para garantir internet gratuita a toda a população;
- Revogação das reformas previdenciária e trabalhista;
- Fortalecimento dos serviços públicos gratuitos de saúde e educação, com rejeição a políticas de conciliação de classes.
Em uma página oficial do partido dedicada à sua candidatura, Bruno Pedreiro aparece vestindo uma camisa com símbolos alusivos ao Hezbollah, organização política e paramilitar xiita libanesa, e declara apoio ao Hamas e à resistência palestina contra Israel. No âmbito da política externa, o programa defende a rejeição de intervenções internacionais na Amazônia, propondo que a gestão da região seja controlada pelos povos locais e indígenas, além de manifestar apoio a governos latino-americanos alinhados contra os Estados Unidos e a Organização dos Estados da América (OEA).
