Guilherme Fonseca, filiado ao PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), é candidato ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026. Aos 69 anos, ele nasceu no Recife em 26 de agosto de 1957, é casado e declarou à Justiça Eleitoral a ocupação de técnico de eletricidade, eletrônica e telecomunicações. Sua chapa tem Valéria Félix, também do PSTU, como candidata a vice-governadora.
A militância política de Fonseca começou em 1977, durante a ditadura militar, período em que participava do movimento estudantil e cursava Física na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). No ano seguinte, passou a trabalhar na Telpe como técnico em Eletrotécnica e Telecomunicações e ingressou no curso de Engenharia Elétrica da UFPE, integrando o Diretório Acadêmico, embora não tenha concluído a graduação. Em 1984, foi transferido para Caruaru após sofrer perseguição política, sendo posteriormente anistiado político. Segundo o partido, ele concluiu licenciatura em Geografia pela UFPE em 2014, mas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registra ensino superior incompleto.
Sua trajetória política e sindical inclui a fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) de Jaboatão em 1980, candidatura a vereador pela legenda em 1982, participação na fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Pernambuco e atuação na direção estadual do PT, de onde saiu com a corrente Convergência Socialista. Ele também integrou a direção nacional da FNT (Federação Nacional dos Telefônicos). Em 1994, ajudou a fundar o PSTU, disputando o Senado por Pernambuco no mesmo ano com cerca de 63 mil votos. Em 1998, concorreu a vice-governador e participou da fundação da central sindical e popular Conlutas. Atualmente, atua também como pesquisador do Ilaese (Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos).
Propostas de governo
O plano de governo de Guilherme Fonseca contempla propostas voltadas a serviços públicos, direitos trabalhistas, segurança e transporte. Entre as medidas estão:
- Criação de um salário mínimo estadual;
- Fim da terceirização e incorporação dos trabalhadores terceirizados ao quadro estadual;
- Fim da gestão privada por organizações sociais, fundações e PPPs na saúde;
- Expansão da rede pública e construção de hospitais de média e alta complexidade no interior;
- Ampliação de vagas em creches, escolas e na UPE;
- Tarifa zero, estatização dos sistemas de transporte urbano, ampliação e integração das redes de ônibus, metrô e trem;
- Construção de moradias populares, fim dos despejos e combate à especulação imobiliária;
- Demarcação de terras indígenas e quilombolas, reflorestamento urbano e prevenção de enchentes e deslizamentos;
- Combate ao crime organizado por meio de investigação e inteligência, uso de câmeras corporais, desmilitarização da Polícia Militar e unificação das polícias em instituição de caráter civil.
Bens, finanças de campanha e limites de gastos
O candidato declarou R$ 300 mil em bens à Justiça Eleitoral, referentes a um apartamento. A campanha registrou mais de R$ 25 mil em receitas, vindas integralmente de doação do diretório nacional do PSTU. As despesas contratadas somam R$ 20 mil, divididas em serviços prestados por terceiros (R$ 10 mil), serviços advocatícios (R$ 7 mil) e serviços contábeis (R$ 3 mil), sem despesas pagas declaradas até a atualização. O limite legal de gastos para a disputa é de R$ 11.562.724 no primeiro turno e R$ 5.781.362 no segundo turno.
Eleições de 2026
As eleições ocorrem em 4 de outubro para a escolha de presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Além de Guilherme Fonseca, o governo de Pernambuco é disputado em 2026 por outros seis candidatos: Camila Falcão (Unidade Popular), Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD), Renan Hallais (Missão) e Victor Assis (PCO).
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/quem-e-guilherme-fonseca-candidato-ao-governo-de-pernambuco/
