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Copa de 2026: Relatório acusa Fifa de negligenciar direitos humanos

Relatório da Sport & Rights Alliance aponta que a Fifa priorizou receitas em detrimento dos direitos humanos na Copa de 2026.

Redação•13 de out. de 2026, 08:30
Copa de 2026: Relatório acusa Fifa de negligenciar direitos humanos
Imagem: site

Copa de 2026: Relatório acusa Fifa de negligenciar direitos humanos

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Um relatório publicado nesta terça-feira (13) aponta que a direção da Fifa priorizou receitas recordes em detrimento dos direitos humanos durante a preparação e realização da Copa do Mundo de 2026. Segundo o documento, a entidade máxima do futebol não assumiu suas devidas responsabilidades enquanto torcedores e jornalistas enfrentavam tratamento discriminatório.

A constatação é da Sport & Rights Alliance, organização dedicada à defesa dos direitos humanos no esporte. O levantamento indica que a Fifa dependeu de forma excessiva dos governos dos países-sede, de autoridades locais e de outras organizações para lidar com possíveis violações. O documento aponta que faltaram diretrizes, fiscalização, financiamento suficiente e consequências para os envolvidos em descumprimentos de regras por parte da entidade.

O torneio, sediado conjuntamente por Canadá, Estados Unidos e México e disputado por 48 seleções pela primeira vez, foi marcado por restrições de vistos, exigências rígidas de entrada e interrogatórios prolongados nas fronteiras. As limitações de deslocamento impactaram torcedores, atletas, comissões técnicas, árbitros e profissionais da imprensa, que sofreram barreiras motivadas por suas nacionalidades.

De acordo com o estudo, as dificuldades afetaram especialmente indivíduos originários de países submetidos a políticas migratórias mais severas, abrangendo inclusive cidadãos de nações cujas seleções participaram da competição. A publicação também criticou a decisão da entidade de conceder seu primeiro Prêmio da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em entrevista concedida à agência Reuters na segunda-feira (12), Andrea Florence, diretora-executiva da Sport & Rights Alliance, afirmou que havia grandes expectativas por mudanças concretas no evento. A esperança estava ancorada na Política de Direitos Humanos adotada pela Fifa em 2017 e nos compromissos específicos assumidos para o torneio.

“De acordo com nosso relatório, a falta de compromisso da direção da Fifa com esses princípios levou a um torneio que colocou o lucro acima das pessoas”, declarou Florence.

Diante do cenário, a organização formulou recomendações para a entidade. Com a proximidade das eleições presidenciais da Fifa e da Copa do Mundo Feminina de 2027, sediada no Brasil, o grupo enxerga uma oportunidade para elevar a prioridade dos direitos humanos na agenda do futebol global.

Resposta da Fifa

Em resposta por escrito enviada à Sport & Rights Alliance e obtida pela Reuters, o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, admitiu que o relatório “levanta preocupações importantes e identifica áreas em que novos avanços podem ser feitos”. Grafström sinalizou que um relatório próprio da entidade sobre direitos humanos e sustentabilidade na Copa de 2026 trará um panorama abrangente, além de “evidências e contexto adicionais importantes” e uma abordagem mais equilibrada.

Por meio de nota, um porta-voz da instituição afirmou que a entidade se orgulha dos resultados obtidos no Mundial de 2026, apontado como uma celebração inédita do futebol e da união entre povos de diversas regiões do planeta.

“A Fifa continuará a construir esse legado, trabalhando de forma aberta e construtiva com as partes interessadas para fortalecer ainda mais sua governança, seus compromissos com os direitos humanos e o impacto positivo do futebol em todo o mundo”, pontuou o porta-voz.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/relatorio-acusa-fifa-de-negligenciar-direitos-humanos-na-copa-do-mundo-2026/

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