A Coreia do Sul tem o objetivo de diminuir de maneira expressiva sua dependência em relação ao petróleo bruto originário do Oriente Médio, com o intuito de diversificar os parceiros de importação e mitigar os impactos de vulnerabilidades ligadas a riscos geopolíticos.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Indústria sul-coreano nesta quarta-feira (23), a quarta maior economia da Ásia obteve aproximadamente 70% de suas compras externas de petróleo no Oriente Médio no ano de 2025. A meta estabelecida pelo governo é diminuir esse índice para um patamar inferior a 50% até o ano de 2035.
Em relação ao gás natural, a diretriz governamental aponta para a manutenção da participação do Oriente Médio abaixo de 30% no total das importações do insumo até 2035, conforme detalhou a pasta ministerial.
O governo sul-coreano pontuou que os conflitos na região do Oriente Médio deixam claras as vulnerabilidades associadas a cadeias de suprimento energético concentradas. Segundo o ministério, tais concentrações têm o potencial de colocar em risco tanto a atividade industrial quanto o cotidiano da população durante períodos de crise.
A mesma pasta destacou que o conflito prolongado no Irã tem gerado interrupções significativas no Estreito de Ormuz, considerado uma via estratégica para o escoamento global de energia. Os dados oficiais indicam que, em 2025, 61% de todo o petróleo importado pela Coreia do Sul transitou por essa rota.
Além da estratégia de buscar novos fornecedores no exterior, a administração pública informou que planeja expandir a capacidade de armazenamento de petróleo bruto do país em 20 milhões de barris até o horizonte de 2030.
