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Corinthians enfrenta crise financeira e política com chance de intervenção judicial

Corinthians vive grave crise política e financeira com investigação do MP-SP e possibilidade de intervenção judicial antes das eleições.

Redação•13 de out. de 2026, 05:30
Corinthians enfrenta crise financeira e política com chance de intervenção judicial
Imagem: site

Corinthians enfrenta crise financeira e política com chance de intervenção judicial

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O Corinthians atravessa um momento de grave instabilidade tanto nos gramados quanto nos bastidores administrativos. Após acumular uma sequência de oito derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro, o que motivou a troca recente de comando técnico, o clube amanheceu com protestos de torcedores na sede social do Parque São Jorge.

Entre as principais reivindicações manifestadas pela torcida na última segunda-feira (12) está a realização de uma intervenção judicial na instituição. No momento, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) avalia se essa medida se tornará concreta, estando a investigação em sua reta final com a coleta de últimos documentos e provas.

Investigação e motivos da crise

O inquérito, conduzido por meio de uma força-tarefa iniciada em maio, já ultrapassa a marca de três mil páginas e reúne mais de dez depoimentos. O caso está sob a responsabilidade dos promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal, da Promotoria de Patrimônio Público e Social de São Paulo, além de Silvio Antônio Marques.

A investigação do MP-SP concentra-se em três pilares principais:

  • Uma dívida acumulada em R$ 2,8 bilhões;
  • A desorganização estrutural dos poderes internos;
  • Irregularidades comprovadas em contratos sob suspeita.

Impactos de uma possível intervenção

Caso a medida seja aprovada pela Justiça, o reflexo mais imediato deve ser o adiamento do calendário eleitoral corintiano. O risco de postergar o pleito já havia sido reconhecido recentemente por Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo.

Diante da aprovação, um interventor seria designado com o objetivo de conferir maior transparência às contas e sanar falhas administrativas. Os poderes desse interventor seriam definidos judicialmente, podendo atingir diretamente os dirigentes mais influentes, a exemplo do atual presidente Osmar Stábile, que concorre à reeleição.

Próximos passos e prazos

O Ministério Público está perto de concluir a apuração e decidirá se solicitará a intervenção ou se apresentará uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Caso o TAC seja adotado, a diretoria atual preservaria suas prerrogativas, mas precisaria seguir diretrizes para contornar o momento crítico nos bastidores. Embora um prazo exato não tenha sido divulgado pelo MP, a expectativa é de que o desfecho ocorra antes das eleições para a presidência e o Conselho Deliberativo, agendadas para o dia 28 de novembro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/corinthians/intervencao-judicial-entenda-cenario-politico-e-financeiro-do-corinthians/

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