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Economia

Crescimento de 2% do PIB brasileiro em 2026 é avaliado como otimista por economista

Ministério da Fazenda reduziu projeção do PIB para 2%, mas economista Felipe Salto aponta que patamar ainda pode ser otimista diante de juros e gastos públicos.

Redação•22 de set. de 2026, 19:12
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Imagem: site

Crescimento de 2% do PIB brasileiro em 2026 é avaliado como otimista por economista

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O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano corrente, ajustando a estimativa de 2,3% para 2%, conforme apontado no boletim Macrofiscal divulgado em uma terça-feira (22).

Felipe Salto, economista-chefe da Warren e ex-Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, avaliou que a mudança já era esperada pelo mercado. Segundo ele, o governo tende a demonstrar maior lentidão para incorporar cenários já mapeados pelos analistas. O especialista destacou que indicadores de atividade, a exemplo do IBC-Br e dos resultados trimestrais anteriores, já indicavam uma desaceleração desde o meio de 2025, impulsionada por uma política monetária com taxa real de juros em patamar contracionista e acima da taxa neutra.

Apesar da redução anunciada pela Fazenda, Salto ponderou que a meta de 2% ainda pode carregar um viés otimista. O economista apontou que será necessário acompanhar o comportamento da indústria, dos serviços e do agronegócio até o encerramento do ano, além de prever uma atividade ainda mais fraca para 2027, período em que as atenções do mercado estarão voltadas ao desenho do ajuste fiscal do governo.

Desafios para a inflação

Questionado sobre os motivos que impedem uma convergência mais rápida da inflação para a meta diante da desaceleração econômica, Salto pontuou pressões externas e internas. No cenário internacional, o economista citou mudanças de preços relativos impulsionadas pela alta do petróleo — consequência de choques de oferta ligados aos conflitos no Oriente Médio —, além da elevação dos juros nos Estados Unidos determinada pelo Federal Reserve. No âmbito doméstico, o especialista destacou a pressão de demanda gerada pelo gasto público, que avança em um ritmo de cerca de 5% acima da inflação e acima da própria economia. Apesar disso, ele frisou que a inflação não está descontrolada e que o acumulado em quatro anos é o menor desde o Plano Real.

Impacto fiscal do Bolsa Família

Sobre o reajuste de 15,04% no Bolsa Família anunciado na semana anterior, Salto avaliou a medida sob múltiplos aspectos. Do ponto de vista legal, afirmou que a alteração respeita a recomposição inflacionária prevista pelo artigo 73 da lei eleitoral e atende à Lei de Responsabilidade Fiscal por meio de remanejamentos orçamentários.

Por outro lado, sob a ótica fiscal, o economista alertou para o peso no orçamento. Os cálculos da Warren apontam um impacto de R$ 5,8 bilhões para o ano corrente e de R$ 23,2 bilhões para o próximo ano, montantes considerados expressivos diante da meta fiscal do governo de alcançar um superávit de 0,5% do PIB em 2026.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/crescimento-de-2-para-o-brasil-em-2026-ainda-e-otimista-diz-economista/

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