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Criminosos usam o TikTok para promover venda de conteúdo de abuso infantil no Telegram

Investigação monitorou perfis que usam códigos em comentários do TikTok para direcionar compradores ao Telegram, onde pacotes de abuso infantil são vendidos.

Redação•06 de out. de 2026, 15:13
Criminosos usam o TikTok para promover venda de conteúdo de abuso infantil no Telegram
Imagem: site

Criminosos usam o TikTok para promover venda de conteúdo de abuso infantil no Telegram

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Criminosos estão utilizando publicações na rede social TikTok para divulgar e promover a venda de conteúdo de abuso sexual infantil, cujas negociações e entregas ocorrem por meio do aplicativo Telegram. A constatação foi feita após o monitoramento de mais de 30 perfis no TikTok ao longo de semanas.

De acordo com o levantamento, os criminosos inserem códigos nos comentários de postagens variadas — que vão desde vídeos de animais até conteúdos gerados por inteligência artificial envolvendo figuras públicas — para driblar os sistemas de fiscalização das plataformas e atrair interessados para o Telegram. No aplicativo de mensagens, o material é comercializado em pacotes de fotos e vídeos.

Os preços cobrados costumam ser baixos devido à concorrência entre diversos vendedores, variando a partir de R$ 10 por pacotes que podem conter gigabytes de arquivos, ou valores em moeda estrangeira em outros canais verificados. O pagamento é realizado por meio de criptomoedas ou PIX. Investigadores da Polícia Federal apontam que criminosos chegam a utilizar contas de terceiros — como laranjas ou conhecidos — e alegam falsamente que as transações não serão rastreadas, embora o uso do PIX deixe rastros que auxiliam no trabalho policial.

A legislação brasileira prevê penas severas para crimes dessa natureza. Sancionada em agosto de 2026, uma nova lei estabelece penas de 4 a 10 anos de reclusão e multa para quem produz ou vende esse tipo de material, e de 3 a 6 anos para quem adquire, possui ou mantém os arquivos. Especialistas e representantes de órgãos de proteção à infância ressaltam que toda a cadeia — desde a produção até a aquisição e o recebimento — está sujeita à responsabilização legal.

Procuradas, as plataformas envolvidas se manifestaram sobre os casos. O Telegram declarou que proíbe expressamente a distribuição desse tipo de conteúdo e que removeu mais de 300 mil grupos e canais relacionados ao tema em 2026, utilizando moderação humana e ferramentas automatizadas. O TikTok afirmou que remove rapidamente postagens irregulares e bane permanentemente as contas envolvidas, ressaltando o uso de tecnologias para identificar e coibir violações às diretrizes da comunidade. A Meta, dona do Instagram, informou que investe em tecnologia para detectar e coibir proativamente potenciais infrações às suas regras de exploração e abuso infantil.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/09/25/tiktok-e-usado-por-criminosos-para-promover-a-venda-de-conteudo-de-abuso-sexual-infantil-no-telegram-g1-monitorou-perfis.ghtml

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