Pedro Sánchez defende gestão da crise migratória em Ceuta perante o Parlamento espanhol
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, dedicou mais de uma hora a justificar a resposta do governo à crise migratória que atingiu a Cidade Autônoma de Ceuta há mais de um mês. Durante discurso no Parlamento, Sánchez detalhou os eventos antes e após a travessia em massa de cerca de 70 mil migrantes em 30 de julho, além de apresentar planos para mitigar os impactos na população local e evitar novos episódios.
Negativa de envolvimento marroquino
Sánchez afirmou não haver provas concretas de que o governo de Marrocos tenha planejado ou executado a travessia em massa. "Nenhuma instituição, nem o serviço diplomático, nem a Comissão Europeia, nem qualquer organização internacional forneceu ao governo espanhol provas concretas de que Marrocos planejou ou executou o incidente", declarou. "Se tais provas existissem, agiríamos com toda a força", completou.
Críticas da oposição e cobranças por renúncia
A oposição, representada por Alberto Núñez Feijóo (Partido Popular) e Santiago Abascal (Vox), acusou Sánchez de agir com lentidão e timidez, sugerindo que Marrocos teria coordenado a travessia como um "ato de guerra híbrida". Feijóo chegou a questionar por que o presidente não cancelou suas férias durante a crise, enquanto Abascal exigiu sua renúncia e a convocação de eleições antecipadas. Sánchez, no entanto, reafirmou que não convocará eleições antes do término de seu mandato, previsto para o verão de 2027.
