Pressão e incertezas políticas
A reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado em 2027 enfrenta obstáculos crescentes. Senadores apontam que o calendário eleitoral deve dificultar o avanço dos 109 pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) protocolados na Casa. A postura de Alcolumbre em evitar decisões sobre esses processos antes das eleições pode comprometer sua permanência no comando do Senado.
Cenários para 2027
Para a oposição, um Senado com composição mais conservadora a partir de 2027 aumentará a pressão pelo impeachment de ministros do STF, pauta central para a direita nas Eleições 2026. Alcolumbre busca apoio do governo Lula, acelerando pautas prioritárias do Executivo, mas sua base não está garantida. Caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a eleição presidencial, nomes como Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) surgem como fortes candidatos à sucessão na Casa.
Investigações e alianças
A resistência de Alcolumbre em pautar os impeachments é associada pela oposição a interesses políticos e à Operação Zona Cinzenta, que investiga investimentos da Amprev no Banco Master. O senador também enfrenta desgaste por sua relação com o ministro Alexandre de Moraes e por ter articulado a rejeição de Jorge Messias ao STF. Adicionalmente, o cenário político no Amapá é desfavorável ao grupo de Alcolumbre, com adversários liderando as pesquisas eleitorais, o que fragiliza sua posição política nacional.
