Conflitos nos bastidores da liga única
O CSA, clube alagoano, enviou quatro notificações extrajudiciais na sexta-feira (11.set.2026) questionando a atuação da administradora do CFU (Condomínio Forte União). O clube busca preparar um procedimento para substituir a gestora, alegando que a CFU Administradora e seu sócio, Gabriel Ribeiro Lima, conduziram negociações com o Banco Itaú e a liga Libra sem a autorização dos contratantes.
Detalhes da disputa
O Condomínio Forte União agrupa 33 clubes e a investidora SME. A intenção da SME é manter seus direitos financeiros e comerciais em uma possível liga unificada, seguindo modelos europeus. As notificações foram enviadas a Gabriel Ribeiro Lima, à Associação Futebol Forte União, à SME, ao Itaú BBA e à ODDZ Network.
O CSA alega descumprimento de deveres contratuais e busca a preservação de provas, como e-mails e atas de reuniões. Em resposta, a administradora negou as acusações, afirmando que responderá formalmente dentro dos procedimentos de governança do condomínio.
Contexto do futebol brasileiro
Este movimento integra uma série de ações do CSA, que também questiona a estrutura da FFU no Cade. Além disso, a CBF e o Sinafut acompanham os desdobramentos sobre a emissão de debêntures da SME, em meio a um cenário de incertezas sobre a formação de uma liga unificada de clubes no Brasil.
