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Cuba acusa Trump de espalhar calúnias sobre a ilha em discurso na ONU

Cuba acusa Trump de espalhar calúnias sobre a ilha em discurso na ONU, destacando o embargo energético e a crise econômica.

Redação•22 de set. de 2026, 15:36
Cuba acusa Trump de espalhar calúnias sobre a ilha em discurso na ONU
Imagem: site

Cuba acusa Trump de espalhar calúnias sobre a ilha em discurso na ONU

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O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de espalhar "calúnias" e "falsidades" sobre a ilha nesta terça-feira, 22, após o republicano afirmar, em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, que o país "cairá", em meio à escalada das tensões entre Washington e Havana.

"O governo dos EUA é incapaz de aceitar que Cuba é, e tem o direito de ser, um país totalmente independente e soberano", escreveu Rodríguez em uma publicação no X (ex-Twitter), acrescentando que "nenhuma das falsidades" apresentadas por Trump na ONU seria capaz de negar esse direito.

O chanceler cubano também enfatizou que "o bloqueio econômico, incluindo o embargo energético, ameaça Cuba e o resto do mundo. É um ato de genocídio e punição coletiva. Somos um país de paz e merecemos paz".

Durante seu discurso, Trump classificou Cuba como um "Estado absolutamente falido" e afirmou que seu governo busca uma "mudança fundamental" na situação da ilha. O republicano disse ainda que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que é filho imigrantes de cubanos, está liderando os esforços para promover mudanças na ilha.

"Ele (Rubio) está em negociações avançadas com Cuba, vamos ver o que acontece", declarou.

A delegação de Cuba presente na sede da ONU para a 81ª Assembleia Geral da entidade se retirou do plenário durante a fala de Trump, que veio logo após o discurso de abertura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também reagiu ao discurso de Trump. Segundo o mandatário cubano, "o presidente dos Estados Unidos repete na ONU que Cuba representa uma ameaça" por ser "incapaz de justificar o castigo contra o povo de Cuba e sua guerra econômica genocida".

"A mentira é o recurso daqueles que se negam a aceitar o direito à livre determinação do povo cubano", completou Díaz-Canel.

Desde janeiro, o governo Trump ameaça impor sanções aos países que fornecem combustível a Cuba, intensificando a pressão sobre uma economia já fragilizada pelas sanções americanas desde 1962. Desde o início do ano, apenas um petroleiro russo atracou na ilha.

No início de maio, Washington também começou a implementar um regime de "sanções secundárias" contra empresas estrangeiras que comercializam com Cuba, levando à saída de inúmeras empresas, principalmente dos setores do turismo e mineração, duas importantes fontes de renda para a ilha de 9,4 milhões de habitantes.

O embargo turbinado escancarou os já sérios gargalos na infraestrutura enérgica de Cuba, provocando apagões cada vez mais recorrentes devido à falta de combustíveis. A crise econômica se exacerbou, criando uma das piores conjunturas para a nação caribenha em décadas.

No início do mês, Cuba informou que o embargo dos Estados Unidos causou prejuízos de mais de US$ 8 bilhões (aproximadamente R$ 41 bilhões, na cotação atual) entre março de 2025 e fevereiro de 2026, um "valor recorde", segundo o relatório apresentado pelo ministro das Relações Exteriores.

O valor, 7% superior ao ano anterior, "não inclui os danos causados pelo bloqueio energético" imposto por Washington nos últimos sete meses, nem as "sanções secundárias" aplicadas desde maio contra entidades cubanas, afirmou Rodríguez ao apresentar o documento à imprensa.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/cuba-acusa-trump-de-espalhar-calunias-sobre-a-ilha-em-discurso-na-onu/

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