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Cury defende lista tríplice para escolha de diretor-geral da PF

Candidato Augusto Cury propõe lista tríplice para chefia da PF, buscando maior autonomia institucional em meio à crise no STF.

Redação•09 de set. de 2026, 23:15
Cury defende lista tríplice para escolha de diretor-geral da PF
Imagem: site

Cury defende lista tríplice para escolha de diretor-geral da PF

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Proposta para autonomia da Polícia Federal

O candidato à presidência, Augusto Cury (Avante), defendeu nesta quarta-feira (9) a adoção de uma lista tríplice para a escolha do diretor-geral da Polícia Federal (PF). Em declaração durante a Bienal do Livro, em São Paulo, Cury afirmou que a indicação deveria partir dos próprios delegados federais, cabendo ao presidente da República a escolha final a partir dessa lista.

Segundo o candidato, esse formato garantiria maior autonomia à instituição. "Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais, escolhidos pelos próprios delegados federais, e o presidente escolhe um a partir desta lista tríplice", defendeu. Cury ressaltou que a PF é uma política de Estado e não deve ser vinculada a governos ou partidos.

Críticas ao STF e papel dos agentes públicos

Ao comentar o cenário político e jurídico, o escritor afirmou estar "muito triste" com os recentes conflitos entre o STF e a Polícia Federal. Para Cury, agentes públicos, tanto eleitos quanto de carreira, são "empregados do contribuinte" e devem prestar contas à sociedade, reforçando a importância da separação dos Poderes.

Crise e decisões de Fachin

O posicionamento de Cury ocorre em meio à crise envolvendo o comando da PF. Na mesma data, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu tanto a decisão do ministro André Mendonça — que havia afastado Andrei Rodrigues do cargo — quanto a determinação de Flávio Dino, que ordenara sua recondução. Com isso, Andrei Rodrigues permanece no posto até uma decisão definitiva do plenário da Corte, agendada para 15 de setembro.

A crise foi intensificada após a retirada do sigilo de um relatório da PF por Mendonça, que apontava contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Moraes solicitou a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade e supostas irregularidades em apurações sobre o banco e fraudes no INSS.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/cury-defende-lista-triplice-para-escolha-de-diretor-geral-da-pf/

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