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Data center da Elea no Pará é investigado por impactos ambientais

O Ministério Público do Pará investiga a legalidade e os impactos ambientais de um data center da Elea, com infraestrutura da Axia Energia, em Belém. O empreendimento, que custará R$ 250 milhões e poderá escalar para 100 MW, preocupa comunidades de Barcarena devido à proximidade geográfica e aos possíveis danos ambientais. Saiba mais.

Redação•25 de ago. de 2026, 06:05
Data center da Elea no Pará é investigado por impactos ambientais
Imagem: site

Data center da Elea no Pará é investigado por impactos ambientais

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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) instaurou um inquérito civil para apurar a legalidade da implantação de um data center da Elea, com infraestrutura elétrica da Axia Energia (antiga Eletrobras), e os possíveis impactos ambientais, climáticos e sociais do empreendimento, especialmente sobre comunidades de Barcarena, município vizinho a Belém.

Investigação sobre licenciamento e impactos

O projeto, que será implantado próximo à subestação de alta tensão Miramar, em Belém, custará R$ 250 milhões e é considerado o primeiro data center para inteligência artificial da região Norte do Brasil. Com capacidade inicial de 7,5 MW, o empreendimento poderá escalar para até 100 MW nas próximas fases.

A proximidade geográfica entre Belém e Barcarena, região metropolitana, tem gerado preocupação em autoridades locais. A Ilha das Onças e a Ilha Arapiranga, pertencentes a Barcarena, ficam a cerca de 4,5 quilômetros da área prevista para a construção do data center, às margens da Baía do Guajará. A 1ª Promotoria de Justiça de Barcarena foi acionada para verificar se todas as exigências legais relacionadas ao licenciamento ambiental foram cumpridas.

O MPPA destaca que estudos internacionais indicam que grandes data centers podem causar impactos ambientais significativos, como aumento da temperatura local (até 9°C em um raio de 10 km), elevado consumo de energia elétrica, alto uso de recursos hídricos em alguns modelos de refrigeração e emissão contínua de ruídos. Comunidades tradicionais, ribeirinhos e pescadores, já vulnerabilizados economicamente, seriam os mais afetados.

Até o momento, não há divulgação de estudos técnicos ou informações sobre consultas prévias às populações potencialmente atingidas.

Resposta das empresas e cobranças políticas

Em nota à CNN Brasil, a Elea afirmou que não foi oficialmente comunicada sobre o inquérito, mas garantiu que o projeto foi concebido com foco em eficiência operacional, sustentabilidade e conformidade com a legislação ambiental. A empresa afirmou que todas as etapas de licenciamento serão cumpridas e que o empreendimento utilizará tecnologia de refrigeração por expansão direta (DX), que não consome água. Além disso, toda a energia será proveniente de fontes renováveis certificadas.

A Axia Energia, responsável pelo fornecimento de energia, declarou que os estudos e impactos são de responsabilidade da Elea.

Na Câmara Municipal de Belém, a vereadora Vivi Reis (PSOL) solicitou informações sobre o Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança, mas a Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) informou que não recebeu nenhum pedido de licenciamento ambiental relacionado ao data center. A secretaria afirmou que buscará identificar o órgão responsável pelo licenciamento e dará publicidade ao processo quando houver protocolo oficial.

Na Assembleia Legislativa do Pará, a deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) protocolou um ofício ao Ministério Público solicitando fiscalização preventiva sobre os impactos ambientais, energéticos e hídricos do empreendimento. Segundo a parlamentar, se o data center atingir a expansão prevista de 100 MW, sua demanda energética poderá equivaler ao consumo de cerca de 500 mil residências de padrão médio.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/data-center-da-elea-e-axia-ex-eletrobras-e-alvo-de-investigacao-no-para/

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