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Data centers e inteligência artificial: o papel do Brasil na revolução

Especialista aponta que a expansão de data centers por meio do Redata pode impulsionar a infraestrutura de inteligência artificial e a tecnologia no Brasil.

Redação•16 de set. de 2026, 11:49
Data centers e inteligência artificial: o papel do Brasil na revolução
Imagem: site

Data centers e inteligência artificial: o papel do Brasil na revolução

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A expansão da inteligência artificial depende diretamente da infraestrutura física de data centers, que englobam prédios, computadores, cabos, energia, água, sistemas de refrigeração e profissionais especializados. Para ampliar essa capacidade no país, o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center) atua como um incentivo fiscal ao reduzir custos de equipamentos necessários para instalar e expandir esses centros, permitindo que o Brasil dispute espaço na economia da IA.

Atualmente, grande parte dos dados brasileiros passa por processamento no exterior. A ampliação da infraestrutura interna pode diminuir o tempo de resposta dos sistemas, atrair aportes financeiros e fortalecer áreas como computação em nuvem, inteligência artificial, indústria, mineração, agronegócio, logística, educação, saúde, serviços financeiros e administração pública.

Entretanto, especialistas apontam que há diferença entre abrigar estruturas tecnológicas e desenvolver tecnologia própria. O sucesso do novo regime dependerá de sua capacidade de transformar processamento em pesquisa, produtividade e criação de empregos qualificados, evitando que os centros operem como ilhas isoladas sem conexão com a economia local.

Em Minas Gerais, o Sindicato da Indústria de Software e da Tecnologia da Informação do Estado (Sindinfor) acompanha as discussões do setor. O estado conta com universidades, centros de pesquisa, milhares de empresas de tecnologia, disponibilidade de energia, localização estratégica e economia diversificada para aproveitar o avanço.

A regulamentação e a exigência de aportes em pesquisa, desenvolvimento e inovação são apontadas como fundamentais para aproximar os empreendimentos de universidades, startups e fornecedores nacionais. Na educação e na saúde, a nova infraestrutura pode auxiliar no aprendizado, na análise de exames e na pesquisa de medicamentos, embora a inteligência artificial atue como suporte e não substitua profissionais das áreas.

Questões ambientais e de segurança também exigem atenção. Enquanto o Brasil possui matriz elétrica majoritária de fontes renováveis, o setor demanda muita energia e água, exigindo critérios de eficiência e uso sustentável. Além disso, a proteção de dados sensíveis educacionais, financeiros e de saúde requer governança rigorosa para garantir privacidade e soberania no tratamento das informações dentro do território nacional.

O artigo foi assinado por Fábio Veras, empresário e integrante do CNPD (Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade), publicado no espaço de artigos da CNN Infra.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/a-revolucao-da-ia-tambem-sera-decidida-pelos-data-centers/

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