Uma nova pesquisa divulgada pelo Datafolha nesta quinta-feira, 17, revelou a preferência do eleitorado que recebe o Bolsa Família ou reside em domicílios com beneficiários do programa social entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com o levantamento, no primeiro turno da eleição presidencial, 53% dos entrevistados desse segmento votariam em Lula, enquanto 28% escolheriam Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, a vantagem do atual presidente nesse grupo sobe para 60%, contra 33% do adversário. Na modalidade espontânea, quando os nomes dos candidatos não são exibidos aos eleitores, Lula registra 44% das intenções de voto entre os beneficiários, ao passo que Flávio alcança 19%.
Em contraste, entre os eleitores que não possuem vínculo direto ou indireto com o Bolsa Família, o cenário é de divisão: 36% declararam voto no petista no primeiro turno, enquanto 37% optariam pelo senador.
Cenário geral da disputa e reajuste do programa
O levantamento geral do instituto aponta um empate técnico entre Lula e Flávio dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No primeiro turno, o petista pontua com 39% frente a 36% do opositor. No segundo turno, Lula soma 46% contra 44% de Flávio.
A pesquisa do Datafolha foi realizada de forma presencial com 2.001 eleitores em 125 municípios de todas as regiões brasileiras, sendo que 20% dos participantes afirmaram ser beneficiários do programa. O instituto informou que o levantamento foi produzido em sua maior parte antes do anúncio do aumento do valor pago pelo Bolsa Família, feito por Lula na mesma quinta-feira, 17, uma vez que as entrevistas tiveram início na terça-feira, 15.
O anúncio do reajuste ocorreu a dezessete dias do primeiro turno. Conforme divulgado, o governo federal elevará o benefício em 15,04%, elevando o repasse mínimo de 600 reais para 691 reais por família. O pagamento com o novo valor está programado para começar em 19 de outubro, período inferior a uma semana antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A margem de erro da pesquisa geral é de dois pontos percentuais, mas o índice aumenta para cinco pontos específicos no recorte dos beneficiários do Bolsa Família. O registro do estudo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi efetuado sob o número BR-04029/2026.
