O instituto Datafolha realiza, entre os dias 13 e 15 de outubro, uma nova pesquisa eleitoral voltada para o pleito presidencial de 2026, com ênfase em um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Lula. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026 e contratado pela Folha de S.Paulo, tem sua divulgação programada para o dia 15 de outubro.
A metodologia da pesquisa prevê a realização de 2.520 entrevistas no período estipulado. A margem de erro máxima informada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, contando com um nível de confiança de 95% em uma amostra aleatória simples.
Perguntas sobre a disputa e o comportamento eleitoral
O questionário contempla uma questão estimulada sobre a intenção de voto no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, além de uma pergunta espontânea sobre a preferência para a Presidência. O instituto também questionará os motivos da escolha do eleitor, buscando apurar se o voto é direcionado por considerar o candidato o melhor para o cargo ou se o objetivo principal é derrotar o adversário.
Outros pontos avaliados incluem o grau de definição e a disposição do eleitorado em relação aos dois candidatos, medindo se a escolha é definitiva ou passível de mudança, e se o entrevistado votaria com certeza, talvez votasse ou rejeitaria de vez cada um dos nomes. A pesquisa também abordará a expectativa de vitória, independentemente da preferência pessoal, e o comportamento para o primeiro turno de 2026, além do voto no segundo turno de 2022 para eleitores com 20 anos ou mais. Serão investigados ainda o recebimento do Bolsa Família e a autodefinição política em uma escala entre bolsonarista e petista.
Avaliação do governo e temas políticos
O levantamento vai aferir a aprovação e a avaliação do governo de Lula, variando de ótimo a péssimo, e questionará qual é o principal problema do país na visão dos brasileiros, com opções que incluem saúde, educação, economia, desemprego, fome e miséria, violência e segurança pública, inflação, salários, habitação, corrupção e questões sociais.
Ademais, a pesquisa testará a opinião pública sobre propostas em debate nacional, tais como:
- A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos;
- A criação de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF);
- A exigência de decisões colegiadas para assuntos relevantes no STF;
- A redução do foro privilegiado para autoridades e políticos acusados de crimes.
O questionário também abordará modelos de mandato para presidentes e governadores — com ou sem reeleição e durações de quatro ou cinco anos —, além de indagações sobre a percepção da democracia no Brasil e o nível de polarização política na sociedade.
